A formação técnica gratuita ganha reforço em 2026 com dezenas de milhares de oportunidades para jovens em todos os estados brasileiros. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) estrutura os cursos em parceria direta com empresas, o que amplia as chances de entrada no mercado formal.
O SENAI abriu 40,2 mil vagas gratuitas para jovens aprendizes no primeiro semestre de 2026. A iniciativa alcança todos os estados e o Distrito Federal, com cursos voltados à prática em ambientes industriais reais.
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As empresas participam ativamente da formação, o que conecta o conteúdo das aulas às necessidades do mercado.
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O modelo combina teoria em sala com experiência direta em fábricas e unidades produtivas.
Cursos abrangem da base industrial à tecnologia avançada
As oportunidades cobrem setores variados da economia. Na linha tradicional, há vagas para soldagem, mecânica, eletromecânica e eletricidade. No campo digital, os cursos incluem programação web, desenvolvimento de sistemas e redes de computadores.
A construção civil aparece com destaque em várias regiões, com formações em obras, edificações e desenho técnico. O setor de alimentos também marca presença, com cursos de panificação e confeitaria.
Outras áreas contempladas:
- Automação industrial e controle de qualidade;
- Logística e operação de equipamentos;
- Telecomunicações e análise de dados;
- Manutenção automotiva e mineração;
- Processos metalúrgicos e têxteis.
Nordeste, Norte e Centro-Oeste recebem cursos
No Norte, o Pará soma 1.923 posições em logística e edificações. Além disse, o Tocantins tem 4.290 vagas em linha de produção e processos industriais. Já Amazonas disponibiliza 820 vagas em manutenção predial e industrial.
No Nordeste, o Ceará disponibiliza 2.578 vagas, com ênfase em redes de computadores e logística. A Bahia oferece 2.565 oportunidades em análise de dados, eletricidade industrial e setores de vestuário.
Pernambuco entra com 1.745 vagas, que incluem programação full stack e manutenção de máquinas. Alagoas soma 1.611 posições em produção, soldagem e área sucroenergética.
O Centro-Oeste participa com números expressivos. Goiás tem 1.994 vagas voltadas a veículos e máquinas pesadas. Mato Grosso oferece 1.753 oportunidades em agroindústria, biocombustível e mineração.
Sul e Sudeste concentram grande número de oportunidades
O Rio Grande do Sul lidera a oferta com 9.068 vagas. Os cursos vão de desenvolvimento de sistemas a formações específicas para a indústria automotiva e de plásticos.
Minas Gerais vem logo atrás, com 8.630 vagas em áreas como automação industrial, design digital e processos têxteis. O Paraná soma 6.049 oportunidades, com opções que incluem montagem de equipamentos eletrônicos e inspeção de qualidade.
O Rio de Janeiro disponibiliza 5.356 vagas, com foco em construção civil, instrumentação e tecnologia da informação. São Paulo oferece 3.649 posições, principalmente em soldagem, usinagem e produção industrial.
Santa Catarina completa o grupo com 3.205 vagas, distribuídas entre mecânica industrial, design de moda e automação.
Estados menores mantêm variedade de formações
Mesmo com volumes reduzidos, alguns estados oferecem cursos específicos. O Acre tem 615 vagas em edificações, gestão industrial e jogos digitais. O Maranhão soma 629 oportunidades em eletricidade e processos metalúrgicos.
O Amapá oferece 730 vagas com foco em desenho técnico e usinagem. Rondônia disponibiliza 420 posições em manutenção automotiva e panificação. Roraima participa com 265 vagas em operação de computador e edificação.
O Piauí concentra 125 vagas em logística e vestuário. O Distrito Federal entra com 503 oportunidades em controle de qualidade e design gráfico.
Formação prática com estrutura de laboratório
Os cursos usam metodologias voltadas à aplicação direta do conhecimento. As aulas acontecem em laboratórios, ambientes simulados e estruturas que replicam rotinas de fábrica.
O estudante aprende com base nas demandas reais das empresas parceiras. Isso significa que o conteúdo se alinha ao que o mercado busca no momento.
Público-alvo e critérios de seleção
As vagas atendem principalmente jovens entre 14 e 24 anos, faixa etária típica de programas de aprendizagem. Cada estado pode definir regras próprias sobre documentação, escolaridade mínima e processos seletivos.
Algumas oportunidades são reservadas a candidatos indicados por empresas parceiras. Outras ficam abertas à comunidade em geral. O formato varia conforme o tipo de curso e o acordo regional.
Como se inscrever e obter informações
O SENAI orienta que o interessado procure o departamento regional do seu estado. Cada unidade publica editais com prazos, etapas de seleção e requisitos específicos.
Os editais também trazem dados sobre o início das turmas e o formato das aulas, que pode mudar de acordo com o curso e a unidade. A consulta ao SENAI local é o caminho mais seguro para confirmar todos os detalhes da inscrição.
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