Muitas pessoas não imaginam, mas a hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, pode permanecer por anos sem apresentar sinais evidentes. Contudo, mesmo silenciosa, a doença sobrecarrega o organismo e está entre os principais fatores de risco para problemas cardiovasculares, podendo comprometer órgãos vitais como o coração, o cérebro e os rins.
A doença está relacionada à força que o sangue exerce contra as paredes das artérias e afeta mais de 60% dos idosos brasileiros, segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025. Como explica a comunidade médica, quando esses vasos perdem elasticidade ou ficam estreitos por placas de gordura, a circulação encontra maior resistência e o coração precisa trabalhar mais.
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Ainda segundo os médicos, com a pressão elevada de forma persistente, as paredes dos vasos podem sofrer lesões e ,ao longo do tempo, isso aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), angina e insuficiência cardíaca. Além disso, eles destacam que os rins também podem ser afetados pela doença, já que a pressão alta danifica pequenos vasos responsáveis pelo funcionamento desses órgãos.
Como descobrir se tenho pressão alta?
De acordo com a comunidade médica, embora dor de cabeça, tontura, zumbido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal possam ocorrer em pessoas hipertensas, esses sintomas também podem aparecer em quem não tem a doença. Por isso, nenhum deles, isoladamente, é suficiente para confirmar o diagnóstico de pressão alta.
Além disso, segundo eles, a pressão varia durante o dia conforme fatores como exercício, estresse, postura e estado emocional. No caso de hipertensão do avental branco, os níveis aumentam durante a consulta, mas podem ser normais fora dela. Já na hipertensão mascarada, ocorre o contrário e a medição no consultório é normal, enquanto a pressão sobe no cotidiano.
Por esse motivo, o diagnóstico depende de medições feitas em diferentes momentos. Quando necessário, o médico pode recorrer à Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa) ou à Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) para avaliar o comportamento da pressão ao longo do dia.
Já diagnoticado com a doença, o tratamento envolve mudanças de hábitos, como praticar atividade física, controlar o peso, reduzir o sal, manter alimentação equilibrada, dormir bem e administrar o estresse. Conforme os níveis da pressão e o risco cardiovascular, medicamentos também podem ser indicados. Entre as opções estão diuréticos, antagonistas do cálcio, betabloqueadores, inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores da angiotensina II.
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Quem está mais vulnerável a ter hipertensão?
Segundo os dados das autoridades de saúde, cerca de 90% dos casos registrado da doençã são de hipertensão primária ou essencial, sem uma causa específica. Hereditariedade, envelhecimento, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada, alto consumo de sal e álcool, tabagismo e estresse estão entre os fatores associados à doença.
Outro ponto que merece atenção é o consumo de sódio, presente não apenas no sal de cozinha, mas também em embutidos, enlatados, congelados e outros alimentos industrializados. Segundo os médicos, reduzir a ingestão do mineral contribui diretamente para o controle da pressão arterial.
Já os outros 10% dos casos registrados correspondem à hipertensão secundária, relacionada a condições como doenças renais ou hormonais, aterosclerose e uso de determinados medicamentos.
Além disso, as autoridades de saúde destacam que crianças e adolescentes também estão propensas a desenvolver hipertensão, em parte devido ao avanço da obesidade e do sedentarismo. Contudo, nessa faixa etária, é importante investigar causas secundárias, especialmente doenças renais.
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