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Notebook no colo pode afetar a fertilidade? Médicos respondem

Descubra os riscos do uso prolongado do notebook no colo e como isso pode afetar a saúde reprodutiva masculina e feminina. Dicas para um uso seguro.

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Imagem ilustrativa da notícia Notebook no colo pode afetar a fertilidade? Médicos respondem camera A principal preocupação está no aumento da temperatura na região genital | Foto: Reprodução

Com o avanço do home office e do uso constante de dispositivos eletrônicos, hábitos aparentemente inofensivos passaram a levantar questionamentos sobre a saúde. Um deles é apoiar o notebook diretamente no colo por longos períodos.

Médicos explicam que o costume pode gerar aquecimento na região genital e, em determinadas condições, interferir na fertilidade, sobretudo masculina, além de reforçar outros comportamentos prejudiciais ao bem-estar geral.

Usar o notebook apoiado no colo é uma prática comum no dia a dia, mas que merece atenção quando se torna frequente. A principal preocupação está no aumento da temperatura na região genital, causado tanto pelo calor emitido pelo aparelho quanto pela postura sentada com as pernas fechadas.

Pesquisas, como um estudo realizado pela Universidade de Calcutá com cerca de 1.200 homens, indicam que a exposição térmica recorrente pode estar associada a alterações na produção de espermatozoides, especialmente em pessoas com maior predisposição genética a problemas reprodutivos.

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Segundo médicos, o uso ocasional do notebook no colo não provoca infertilidade de forma isolada. O problema surge com a repetição diária e prolongada, que pode elevar a temperatura testicular a níveis incompatíveis com a espermatogênese, processo que exige um ambiente mais frio que o restante do corpo.

No caso dos homens, o calor excessivo pode causar estresse oxidativo, reduzir a mobilidade dos espermatozoides e até provocar danos ao DNA das células reprodutivas. Por isso, médicos recomendam atenção redobrada para quem já enfrenta dificuldades para engravidar ou está em fase de tentativa de concepção, priorizando o uso do notebook sobre mesas ou superfícies que evitem o contato direto com o corpo.

Entre as mulheres, os especialistas explicam que o risco é menos direto. Não há evidências científicas de que o calor do notebook afete órgãos como ovários e útero, que estão protegidos internamente. No entanto, hábitos associados ao uso excessivo de telas, como sedentarismo, estresse contínuo e alterações no sono, podem interferir no equilíbrio hormonal e na saúde reprodutiva feminina de forma indireta.

Outro ponto frequentemente citado é a emissão de sinais de Wi-Fi e Bluetooth. Apesar de estudos laboratoriais sugerirem possíveis alterações em amostras de sêmen, os médicos destacam que, na prática cotidiana, não há comprovação consistente de que essas frequências causem infertilidade. O fator mais bem documentado continua sendo o calor gerado pelo equipamento aliado à postura inadequada.

A diferença entre uso ocasional e prolongado é fundamental. Sessões esporádicas apresentam baixo risco, enquanto o contato diário por horas seguidas pode resultar em aquecimento crônico da região genital. Como a produção de espermatozoides leva de dois a três meses, tanto os efeitos negativos quanto a recuperação após mudanças de hábito tendem a ser graduais.

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Para reduzir os riscos, as orientações são simples: evitar apoiar o notebook diretamente no colo, usar suportes rígidos quando necessário, manter as pernas afastadas e fazer pausas frequentes para se movimentar. Mais do que demonizar a tecnologia, os especialistas reforçam que o uso consciente e equilibrado é a chave para preservar a saúde reprodutiva e o bem-estar a longo prazo.

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