Os mais de 3 milhões de documentos do arquivo de Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 30 de janeiro, continuam revelando detalhes sobre a rede de relações do empresário acusado de comandar um esquema internacional de exploração sexual, incluindo menores de idade. Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019, em um caso oficialmente tratado como suicídio.
O material reúne e-mails, vídeos, imagens e registros produzidos ao longo de vários anos, apontando conexões do magnata com celebridades, políticos e grandes empresários. Entre os nomes citados aparecem figuras como Donald Trump, Woody Allen e Michael Jackson, além de empresários e agentes do mercado de moda.
Os documentos também reforçam o interesse de Epstein por modelos, especialmente brasileiras. Segundo os registros, ele viajava com frequência ao Brasil e mantinha contato com pessoas que forneciam garotas para prostituição, inclusive menores de idade. Em 2016, o empresário teria negociado a compra de agências de modelos brasileiras com o objetivo de ter “acesso” às mulheres.
“Isso envolveria ter acesso a todas as garotas, e você pode decidir o que fazer com elas”, afirma um dos e-mails enviados por Ramsey Elkholy, envolvido nas negociações.
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É nesse contexto que surge o nome da ex-modelo brasileira Luma de Oliveira. Ela é mencionada em uma troca de e-mails de agosto de 2012 entre Epstein e o agente francês Jean-Luc Brunel, preso em 2020 como parte das investigações do caso.
Na conversa, Epstein questiona Brunel sobre uma referência feita anteriormente: “E a namorada de Eike Batista? Você mencionou isso”, escreveu o empresário. “Eu citei a Luma de Oliveira, ele era ou é casado com ela”, respondeu o francês.
À época do envio do e-mail, Luma Oliveira já estava separada de Eike Batista havia oito anos. O relacionamento entre os dois durou 13 anos, entre 1991 e 2004.
Os documentos não apresentam qualquer evidência de encontros, contato direto ou envolvimento entre a brasileira e Jeffrey Epstein. Jean-Luc Brunel foi encontrado morto em sua cela na prisão de La Santé, em Paris, em 2022. O caso também foi tratado como suicídio.
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