Com a chegada do período de pré-Carnaval, as ruas do Pará ganham mais cor, música e movimento. Blocos, festas e eventos populares passam a reunir milhares de pessoas em diferentes regiões do Estado, intensificando a circulação e a convivência em grandes aglomerações. Junto com a animação típica da época, cresce também a necessidade de atenção redobrada com a saúde, especialmente em relação à prevenção de doenças comuns durante o período festivo.
Diante desse cenário, o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), publicou um alerta aos foliões sobre a importância da prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e de outras doenças que costumam apresentar maior incidência nesta época do ano. A orientação é para que a população aproveite as festividades com responsabilidade, garantindo segurança, bem-estar e saúde.
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De acordo com a coordenadora de IST/Aids da Sespa, Andrea Miranda, o período de pré-Carnaval concentra fatores que aumentam a vulnerabilidade da população. “A dinâmica social das festas pode favorecer comportamentos de risco, como o não uso de preservativos. Por isso, as ações preventivas e campanhas informativas se tornam ainda mais necessárias para reduzir riscos e melhorar o cenário epidemiológico durante e após as festividades”, destaca.
Entre as principais medidas adotadas pelo governo estadual está a ampliação da oferta de insumos de prevenção em todos os 144 municípios paraenses. A população tem acesso a testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, além de preservativos internos e externos, autotestes e lubrificantes íntimos. Esses materiais também são distribuídos a organizações não governamentais e instituições públicas e privadas, juntamente com ações educativas e campanhas de conscientização.
Outra estratégia importante é a disponibilização das profilaxias PrEP e PEP, indicadas para pessoas com maior risco de infecção pelo HIV. A PrEP, profilaxia pré-exposição, é voltada à prevenção contínua, enquanto a PEP, profilaxia pós-exposição, deve ser utilizada em situações de emergência e iniciada em até 72 horas após uma possível exposição ao vírus. Para acesso aos serviços, a orientação é procurar o Serviço de Atenção Especializada (SAE) mais próximo.
Andrea Miranda ressalta que o enfrentamento ao HIV e às ISTs exige uma abordagem integrada. Segundo ela, a combinação de métodos biomédicos, comportamentais e estruturais amplia a proteção da população e contribui para a redução de novas infecções, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas atendidas pela rede de saúde.
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Atualmente, a Rede Estadual de Atenção às Pessoas Vivendo com HIV/Aids conta com 41 Serviços de Atenção Especializada (SAEs), 77 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), 40 serviços de PrEP — com previsão de ampliação em 2025 — e 128 serviços de PEP, que também serão ampliados. Todos os municípios do Estado recebem insumos para prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e de outras ISTs.
Além da prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, a Sespa orienta que os foliões mantenham o cartão de vacinação atualizado, especialmente em relação às vacinas contra Influenza, Covid-19, Hepatite B e Tríplice Viral. Em eventos de grande porte, como o Carnaval, a vacinação é fundamental para fortalecer a imunidade coletiva e reduzir o risco de surtos e epidemias.
Em Belém, o pré-Carnaval teve início oficialmente no último dia 9, com a saída do bloco do Kalango pelas ruas da Cidade Velha. A expectativa é de que mais de dez novos blocos desfilem pelo bairro até o dia 9 de fevereiro, reforçando a necessidade de cuidados com a saúde durante o período de festa.
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