O Paysandu deixou a Arena Fonte Luminosa derrotado por 1 a 0 pela Ferroviária, sem o técnico Júnior Rocha - demitido pela diretoria bicolor - e com uma preocupação evidente para a sequência do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro: a falta de finalizações. Após a partida deste domingo (13/09), o meia Marcinho e o goleiro Gabriel Mesquita reconheceram que o time precisa ser mais agressivo no ataque e destacaram a necessidade de reagir imediatamente diante da Inter de Limeira.
Com dois jogos e duas derrotas, o Papão ainda não somou pontos na fase decisiva da competição. Para os jogadores, entretanto, a situação ainda pode ser revertida nas quatro rodadas restantes, especialmente porque os próximos dois compromissos serão justamente contra a Inter de Limeira, adversária direta na briga pelo acesso à Série B de 2027.
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GABRIEL MESQUITA PEDE MAIS EFETIVIDADE
Um dos jogadores mais incomodados após a partida, Gabriel Mesquita avaliou que o Paysandu conseguiu diminuir os espaços para a Ferroviária, mas não teve a mesma eficiência no ataque.
Segundo o goleiro, o time precisa incomodar mais os adversários, colocar mais bolas na área e finalizar com maior frequência. "A gente precisa sofrer menos, mas ser mais letal lá na frente, incomodar mais o adversário, atravessar mais bola na frente e chutar mais a gol. Nosso ataque é letal e a gente não tem conseguido, nesses últimos jogos, ser letal."
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Gabriel reconheceu que as críticas fazem parte do momento vivido pelo clube, mas pediu cabeça erguida para buscar uma reação já no próximo compromisso. "Não tem nada perdido. A gente precisa reagir. Faltam quatro jogos, quatro finais, e eu ainda creio. Enquanto houver esperança, vou acreditar."
O goleiro também destacou a responsabilidade de defender o Paysandu em uma reta decisiva da temporada. "A gente precisa no domingo dar uma volta por cima, dar uma resposta para o nosso torcedor. Esse clube merece o acesso e eu vim para cá comprometido também, querendo esse acesso.
"NÃO É PROCURAR CULPADO", DIZ MARCINHO
O meia-atacante Marcinho, que atuou mesmo convivendo com dores musculares durante a semana, também falou sobre a necessidade de uma reação coletiva. O meia afirmou que não é momento de procurar culpados, mas de cada jogador assumir sua responsabilidade dentro de campo.
"Não depende só de um jogador. Hoje o futebol é coletivo, é um grupo. Se depender só de mim, eu vou subir o Paysandu, mas não depende só de um jogador, depende do coletivo, depende de todos."
O jogador afirmou que a entrega precisa ser de todos os atletas, especialmente neste momento em que o time precisa recuperar pontos. "Dentro de campo é cada um fazer o seu melhor, ajudando o companheiro. Cada um se ajudar, cada um fazer o seu melhor na sua posição e continuar acreditando."
Marcinho também avaliou que o Paysandu fez uma partida competitiva diante da Ferroviária e conseguiu neutralizar algumas das principais características do adversário. "Hoje fizemos um jogo bom. Conseguimos neutralizar alguns pontos fortes deles. Foi mérito deles no gol, acharam uma bola por dentro e fizeram o gol."
FALTA DE FINALIZAÇÕES PREOCUPA
A estatística mais incômoda para o Paysandu na partida foi justamente a ausência de chutes no gol. O Papão terminou o confronto sem acertar uma finalização na meta de Dênis Júnior, enquanto a Ferroviária teve três arremates no alvo.
Marcinho admitiu que o número preocupa e apontou a necessidade de encontrar soluções ofensivas. "Preocupa, claro que preocupa. A gente não pode passar 90, 100 minutos, o tempo que seja, sem finalizar no gol. Tem que achar alguma solução, alguma coisa ali para a gente poder finalizar, poder concluir em gol."
O meia também lamentou mais uma derrota e pediu desculpas à torcida bicolor. "A gente fica triste pra caramba, porque quer vencer. Mas é continuar trabalhando, tendo convicção no trabalho."
FORMAÇÃO COM TRÊS ZAGUEIROS NÃO É PROBLEMA
Questionado sobre a mudança para um sistema com três zagueiros, Marcinho descartou que a formação tenha sido determinante para a derrota. Na avaliação do jogador, o Paysandu teve oportunidades, mas não conseguiu transformá-las em gols. "Não teve tanta interferência, porque a gente teve chance. O que a gente está pecando é nas oportunidades que está tendo e não está concluindo em gol.”
Gabriel Mesquita também avaliou positivamente a proteção defensiva proporcionada pelo sistema e afirmou que o Paysandu conseguiu sofrer menos diante da Ferroviária. Para o goleiro, o problema esteve principalmente na dificuldade de transformar a posse e as ações ofensivas em finalizações perigosas.
MARCINHO REVELA QUE ATUOU NO SACRIFÍCIO
Outro jogador ouvido após a partida foi Marcinho, que revelou ter atuado no sacrifício por conta de uma lesão na parte posterior da coxa. O atleta explicou que passou a semana em tratamento e sentiu limitações durante alguns momentos da partida. "Eu vim tratando ali a posterior. Depois do último jogo, no outro dia apareceu essa dor. Vim tratar a semana toda e, em alguns lances, me limitou algumas vezes, mas fui no sacrifício."
Marcinho destacou que o momento exige entrega máxima dos jogadores e reforçou a confiança em uma reação nas quatro partidas restantes. "A gente não tem mais tempo a perder. Sabemos da dificuldade e da importância do jogo. Hoje, mais uma vez, deixamos passar os pontos. É continuar acreditando, continuar tendo fé, porque temos mais quatro finais pela frente."
O jogador também projetou o confronto contra a Inter de Limeira, na Curuzu, como uma oportunidade para o Paysandu começar a recuperação. "Temos totais condições de vencer esse próximo jogo e não abaixar a cabeça. A gente tem totais condições ainda de reverter. Agora é cabeça boa nesse jogo contra a Inter de Limeira em casa, fazer nosso papel e conseguir os três pontos."
PRÓXIMO JOGO É TRATADO COMO FINAL
Com a derrota para a Ferroviária, o Paysandu permanece sem pontuar no quadrangular e terá agora dois confrontos consecutivos contra a Inter de Limeira. O primeiro será no próximo domingo (20/09), às 18h30, na Curuzu. Depois, os times voltam a se enfrentar no estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira, no dia 26 de setembro, sábado, às 19h30.
A sequência é vista pelos jogadores como fundamental para manter vivo o objetivo do acesso. Gabriel Mesquita resumiu o espírito que o elenco pretende levar para os próximos compromissos: "Não vamos desistir. Vamos até o final.”"
Marcinho segue na mesma linha e acredita que a equipe ainda pode mudar o cenário do quadrangular. "Enquanto eu tiver condições de buscar esse sucesso, eu não vou deixar de lutar, de fazer o meu melhor. É manter a cabeça boa, continuar trabalhando, se cuidando e se dedicando para que a gente possa, diante da Inter de Limeira, em casa, diante do nosso torcedor, fazer o nosso melhor e conseguir o resultado positivo."
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