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DEMISSÃO NOS VESTIÁRIOS

Demissão de Junior Rocha: executivo do Paysandu diz ser "Decisão coletiva"

Marcelo Sant’Ana afirma que mudança de comando foi uma decisão coletiva da diretoria para tentar reagir nas quatro rodadas finais em busca do acesso à Série B.

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Imagem ilustrativa da notícia Demissão de Junior Rocha: executivo do Paysandu diz ser "Decisão coletiva" camera Após a derrota para a Ferroviária, Marcelo Sant’Ana confirmou a demissão de Júnior Rocha e afirmou que o Paysandu busca um novo treinador para reagir nas quatro rodadas finais da Série C. | Jorge Luís Totti/Paysandu

O Paysandu decidiu trocar o comando técnico após o início negativo no quadrangular decisivo da Série C do Campeonato Brasileiro. Júnior Rocha foi demitido neste domingo (13), após a derrota por 1 a 0 para a Ferroviária, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara. A decisão foi comunicada pelo executivo de futebol do clube, Marcelo Sant’Ana, que explicou em entrevista coletiva os motivos que levaram a diretoria a optar pela mudança a quatro rodadas do fim da competição.

Além de Júnior Rocha, também deixa o clube o auxiliar técnico Elton Macaé. Segundo Sant’Ana, a diretoria avaliou o momento da equipe e entendeu que era necessário buscar uma mudança capaz de alterar o ambiente do elenco para a reta final da competição.

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DIRETORIA OPTA PELA MUDANÇA

Em seu pronunciamento, Marcelo Sant’Ana agradeceu o trabalho realizado por Júnior Rocha desde o fim de novembro e destacou os resultados conquistados pelo treinador durante a temporada. Foram 43 partidas no comando do Paysandu, com três títulos e a classificação para a fase decisiva da Série C.

“Júnior, que comandou o nosso clube em 43 partidas, nos deu a alegria de três títulos dentro dessa temporada, Copa Estadual, Copa Norte, Copa Verde, uma classificação para a fase final da Série C, mas vivemos um novo período de oscilação”, afirmou Sant’Ana.

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O executivo explicou que a decisão não foi tomada de forma isolada e que o clube vinha discutindo internamente os momentos de instabilidade apresentados pela equipe. “O clube é sempre defensor de um trabalho de continuidade. A gente tentou essa continuidade, mas nesse momento do campeonato, o entendimento coletivo é que a mudança era necessária”, disse.

De acordo com Sant’Ana, a definição ocorreu depois da partida contra a Ferroviária, em meio à necessidade de encontrar uma reação imediata para os quatro jogos restantes.

NOVO TREINADOR É PRIORIDADE

Com a saída de Júnior Rocha, o Paysandu já começa a analisar nomes disponíveis no mercado. A prioridade, segundo o dirigente, é encontrar um treinador que esteja livre e possa assumir rapidamente o trabalho.

"Avaliar agora à noite o mais rápido possível as opções. A tendência é que a gente busque, claro, um treinador que não esteja em outra equipe agora, que a gente precisa o quanto antes ter esse novo profissional trabalhando com a gente em Belém", explicou.

O auxiliar permanente Inácio Neto estará à disposição durante o período de transição, mas Sant’Ana deixou claro que a intenção inicial é contratar um novo comandante. "A prioridade é a contratação de um novo treinador", afirmou.

RESPONSABILIDADE É DE TODOS

Questionado sobre o rendimento de alguns jogadores e sobre a necessidade de uma cobrança maior no elenco, Marcelo Sant’Ana afirmou que a responsabilidade pelo momento do Paysandu não pode ser atribuída apenas ao treinador. "A responsabilidade, Dinho, é de todos. É minha enquanto executivo de futebol, da comissão técnica também, dos atletas", declarou.

O dirigente também pediu união dentro do clube para tentar reverter a situação. O Paysandu perdeu os dois primeiros jogos do quadrangular e ainda não somou pontos na segunda fase. "Não adianta a gente querer se eximir de responsabilidade, apontar mais para um, para o outro. A gente tem que buscar aparar qualquer aresta que tenha por esse sonho do acesso", afirmou.

Para Sant’Ana, apesar do cenário complicado, a reação ainda é matematicamente possível. Ele lembrou que outras equipes já conseguiram superar começos ruins em fases decisivas da Série C. "O que o Paysandu vai buscar nessa reta final não é algo inédito, que nunca aconteceu nesse formato da competição. Claro que é muito difícil, muito difícil", reconheceu.

MUDANÇA PARA BUSCAR UM DETALHE

O executivo também destacou o equilíbrio dos confrontos do quadrangular e justificou a troca de treinador como uma tentativa de encontrar algum elemento capaz de fazer diferença nas partidas restantes.

"Os jogos são muito parelhos nesse quadrangular final. Você pode ver que até agora não teve nenhum placar com dois gols de diferença no quadrangular final. É 2 a 1, é 1 a 0, é empate de 3 a 3. Então, são jogos altamente equilibrados. Qualquer detalhe pode ser decisivo", analisou.

Na avaliação do dirigente, é justamente na busca por esse detalhe que a diretoria decidiu mudar o comando. "É em busca desse detalhe que a gente faz essa mudança do comando técnico."

DECISÃO EM MOMENTO DE PRESSÃO

Marcelo Sant’Ana reconheceu o peso da decisão, principalmente pelo momento em que ela foi tomada. O Paysandu terá apenas quatro partidas para tentar recuperar terreno e alcançar o acesso à Série B de 2027.

O dirigente assumiu pessoalmente parte da responsabilidade pela escolha. "Eu sou o primeiro responsável como executivo de futebol do Paysandu. A gente sabe a pressão e a responsabilidade que é trabalhar no Paysandu, a grandeza do clube", afirmou.

Sant’Ana também ressaltou que Júnior Rocha poderia ter sido um dos poucos treinadores dos últimos anos a iniciar e terminar uma temporada no comando do clube. "Se o Júnior tivesse conseguido continuar até o final da temporada, seria talvez o segundo técnico dos últimos quinze anos a conseguir iniciar um trabalho e terminar um trabalho no Paysandu", disse.

Mesmo assim, segundo ele, a diretoria entendeu que era preciso agir diante do cenário atual. "Buscar fazer o que, dentro do nosso alcance, ainda é possível ser feito para que a gente busque esse acesso a uma série de campeonatos brasileiros", completou.

PAYSANDU APOSTA EM REAÇÃO

Marcelo Sant’Ana negou que a demissão tenha sido simplesmente uma decisão tomada pela emoção após a derrota. Para ele, a diretoria precisou considerar o contexto e as possibilidades disponíveis para tentar mudar o rumo da equipe. "Não é a situação ideal. Agora, você tem que trabalhar dentro do contexto das possibilidades que você tem para buscar atingir o seu objetivo", afirmou.

O executivo lembrou que o Paysandu também conseguiu superar uma fase de oscilação durante a primeira etapa da Série C e chegar ao quadrangular decisivo. "A gente conseguiu se reorganizar, buscamos a nossa vaga na fase final. Agora, iniciamos a fase final de uma maneira muito difícil e o entendimento, nesse momento, foi pela mudança do comando técnico", explicou.

IDEIA É MEXER COM O EMOCIONAL DO ELENCO

A intenção é que a chegada de um novo treinador provoque uma reação também no aspecto emocional. "Vamos agora buscar, nessa mexida, fazer a diferença nesses quatro jogos. A gente sabe como é a cultura do Brasil também e vamos buscar mexer com o anímico dos jogadores, o anímico da torcida", destacou.

O dirigente ainda apontou que uma campanha entre sete e dez pontos pode colocar uma equipe em condições de brigar pelo acesso e lembrou que o próprio Paysandu já alcançou essa pontuação em uma sequência de quatro partidas durante a competição.

"A gente sabe que nove, dez é uma pontuação onde você passa a ter mais chances de acesso do que probabilidade de insucesso. Então, a gente tem, dentro da matemática, essa possibilidade ainda", afirmou.

Com quatro rodadas pela frente, o Paysandu terá dois jogos em casa e dois fora para tentar recuperar os pontos perdidos nas duas primeiras partidas do quadrangular. A diretoria agora corre contra o tempo para anunciar o substituto de Júnior Rocha e iniciar uma nova etapa na busca pelo acesso à Série B.

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