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LITERATURA

Mulheres amazônidas lançam coletânea artesanal na Feira Pan-amazônica do Livro

A coletânea das mulheres amazônidas será lançada na Feira do Livro. Uma celebração da diversidade literária e da força feminina.

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Imagem ilustrativa da notícia Mulheres amazônidas lançam coletânea artesanal na Feira Pan-amazônica do Livro camera O Mulherio congrega 32 mulheres escritoras de todo o Pará e está completando, em 2026, três anos de existência. | (Divulgação)

O coletivo Mulherio das Letras – Ecoadas lança sua primeira coletânea de textos durante a Feira Paan-Amazônica do Livro de 2026. A obra é uma produção artesanal com a reunião de textos de autoria de 13 mulheres amazônidas, das quais cinco participam também como organizadoras da publicação. O livro estará disponível para a venda a partir deste sábado, dia 29 de agosto, durante a programação do evento, e terá lançamento oficial com sessão de autógrafos no dia 6 de setembro, no Ponto do Autor.

O Mulherio congrega 32 mulheres escritoras de todo o Pará e está completando, em 2026, três anos de existência. O lançamento da coletânea vem coroar este momento, justamente, após ter sido fundado durante uma Feira do Livro, em Belém, no ano de 2023. O livro reflete a variedade e a diversidade que existe na região a partir da pluralidade das próprias mulheres que o compõe.

“Inicialmente, nossa proposta era de uma antologia poética, mas o projeto acabou tornando-se de uma coletânea porque reunimos não apenas poemas, como também contos, ensaios, crônicas, poesia e até poetrix”, afirma Francine Rocha, fundadora do coletivo e idealizadora da publicação. A poetrix é uma forma poética que consiste em um título e três versos, com um máximo de trinta sílabas, marcada pela inovação e criatividade.

Por isso, o projeto traz vários formatos e gêneros literários. “São textos que trazem informações tanto sobre pesquisas, quanto um olhar crítico, bem como sensível, erótico e mesmo ancestral”, resume Francine. A publicação tem 102 páginas e traz ainda o histórico do coletivo Mulherio das Letras – Ecoadas, que é a versão regionalizada do movimento nacional Mulherio das Letras, o qual reúne cerca de sete mil escritoras, editoras, ilustradoras, pesquisadoras e livreiras, entre outras mulheres ligadas à cadeia criativa e produtiva do livro, no Brasil e no exterior.

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Produção artesanal

A coletânea é uma produção artesanal feita com costura exposta em estilo corrente e tecido de linho. A capa da obra é planejada para que reflita a identidade visual do coletivo, baseada nas cores da bandeira do Pará: azul, vermelho e branco. Segundo a idealizadora, a costura simboliza o elo inquebrável que une as 13 coautoras desta edição. “Cada exemplar carrega o tempo, o cuidado e o afeto da produção artesanal”, afirma Francine.

A iniciativa visa ainda a expansão do coletivo para outras cidades no Estado, não sendo exclusivo para autoras de Belém, na medida em que amplia a divulgação sobre sua existência por meio do objeto livro. A produção foi toda realizada pelas mulheres autoras. Francine Rocha assina a execução da obra por meio da sua editora, a Pérolas Literárias. O objetivo era claro: criar um livro que traduzisse a ancestralidade, o orgulho e a união do grupo.

As demais coautoras envolvidas são Cristiane Mesquita, Natália Maciel, Milena Cunha, Gleice Corrêa, Helenice Silva, Joana Chagas, Marília Tavernard, Jéssica Souza, Rita Melém, Eliane Galvão, Inara Carvalho e Marcia Libonati. São mulheres que escrevem, independentemente da segmentação de gênero literário: escritoras, professoras, pesquisadoras, comunicadoras, mães, artistas, contadoras de histórias.

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Mulheres como protagonistas

O Mulherio das Letras Ecoadas surge, justamente, do incômodo quanto ao lugar de protagonismo feminino na sociedade e, em especial, no mercado literário, sendo que são elas que mais o ocupam e o movimentam. Por isso, o coletivo tem origem feminista e busca dar visibilidade, questionar e ampliar a participação de mulheres no cenário literário.

“Esse foi o modo que encontramos para nos fortalecer. Por isso, nossa primeira publicação é imprescindível por se tratar também da materialidade do coletivo. É quando mostramos que somos muitas, diversas, ao mesmo tempo unidas pela valorização da mulher na literatura. Ela é o nosso marco, no sentido de fincar nossa bandeira, mostrar quem somos e o que queremos com a nossa arte. Lançá-la em uma das maiores Feiras, se não a maior, do Norte do Brasil, é maravilhoso para nós, até porque foi onde nasceu o nosso coletivo e onde ocorrem nossas maiores realizações: Estamos entregando um livro para a nossa maior Feira do Livro, o maior acontecimento do nosso mercado editorial literário”, resume Rocha.

Além do Ponto do Autor (estande de vendas da Secretaria de Cultura – Secult), durante a Feira Pan-Amazônica do Livro, a coletânea está disponível para venda por meio do perfil @ecoadasmulheriodasletras. O valor da obra é de R$59 e a renda será revertida em favor de projetos futuros do coletivo, como a produção da revista literária digital do coletivo.

Serviço

I Coletânea do Mulherio das Letras – Ecoadas

  • Lançamento: domingo, 6 de setembro, 10h, com as 13 coautoras presentes.
  • Local: Ponto do Autor – 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes 2026, de 29 de agosto a 6 de setembro, das 9h às 21, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.
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