Um prego fora do lugar incomoda, mas é simples de resolver. Já uma tomada fora do lugar compromete a segurança de toda a família, por isso, definir a quantidade de tomadas por cômodo exige atenção desde o início da obra.
Esse processo interfere diretamente na funcionalidade dos ambientes e também na segurança de quem habita o imóvel. Além disso, um projeto bem elaborado elimina a necessidade de extensões, benjamins e adaptações improvisadas. A NBR 5410 estabelece critérios técnicos para a distribuição desses pontos em instalações elétricas residenciais.
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No entanto, só a norma não basta, pois o projeto deve considerar o tamanho do espaço, sua finalidade e os equipamentos previstos. Ademais, os hábitos de quem usa o imóvel definem boa parte da demanda real.
A função de cada ambiente é a primeira referência para o planejamento.
Cozinhas reúnem vários eletrodomésticos em uso simultâneo, enquanto quartos exigem pontos para carregadores, luminárias e televisores. Por isso, cada espaço pede uma análise específica antes de qualquer decisão.
O perfil dos moradores também modifica a quantidade necessária. Famílias com crianças, usuários de muitos dispositivos e profissionais em home office precisam de mais pontos do que residências com baixo uso de eletrônicos.
Além disso, a distribuição deve favorecer o acesso por pessoas com mobilidade reduzida e evitar cabos espalhados pelo piso.
Cozinha e banheiro pedem atenção especial
Na cozinha, a recomendação é instalar pelo menos uma tomada a cada meio metro de bancada. Assim, o ambiente pode receber entre seis e dez pontos, distribuídos conforme a disposição dos seguintes equipamentos:
- Geladeira;
- Micro-ondas;
- Forno elétrico;
- Air fryer;
- Cafeteira;
- Liquidificador;
- Purificador de água.
Aparelhos de maior potência devem ter circuitos independentes. Essa separação evita que equipamentos exigentes dividam o mesmo circuito e, portanto, previne sobrecargas durante o funcionamento simultâneo.
No banheiro, recomenda-se ao menos uma tomada próxima à pia, instalada a 1,20 metro do piso. Além disso, o ponto deve ter proteção por dispositivo DR e, preferencialmente, caixa adequada à umidade do ambiente.
Uma segunda tomada pode atender duchas higiênicas ou aquecedores, sem ignorar a presença constante de água no espaço.
Quartos e sala pedem distribuição estratégica
Nos quartos, o projeto pode reservar uma tomada em cada lado da cama para luminárias e carregadores. Outras duas ou três devem ficar próximas a escrivaninhas e locais destinados a aparelhos.
Quando o quarto também funciona como escritório, são necessários pontos adicionais para notebook, impressora e monitor.
Na sala de estar, a referência indicada é pelo menos uma tomada a cada 3,5 metros de perímetro. Assim, a distribuição atende televisão, roteador, console, caixas de som e iluminação decorativa.
Além disso, tomadas em alturas diferentes podem servir ao rack, ao painel e à iluminação indireta, conforme o uso planejado.
Lavanderia e áreas externas também precisam de pontos
Lavanderias e áreas técnicas precisam de dois a três pontos, distribuídos conforme os equipamentos do espaço, como máquina de lavar, tanquinho e centrífuga. Além disso, é importante pensar no uso de aparelhos como ferro de passar.
Aparelhos mais potentes devem ter circuitos específicos, sem dependência de extensões. Nas áreas externas, os pontos precisam ficar em locais acessíveis e estratégicos.
Para espaços expostos à poeira e à umidade, recomenda-se o uso de tomadas com grau de proteção IP44 ou superior.
Como calcular a quantidade ideal de tomadas?
O cálculo começa pela medição do perímetro do ambiente. Em seguida, a orientação é prever pelo menos uma tomada a cada 3,5 metros, embora a quantidade possa aumentar conforme a função do cômodo.
Depois, é necessário listar todos os equipamentos e identificar os de maior potência. Dispositivos de menor consumo podem compartilhar pontos, desde que a distribuição seja adequada.
Além disso, o projeto deve antecipar mudanças futuras, como a compra de novos eletrodomésticos ou a transformação de um quarto em espaço de trabalho.
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Portanto, mais do que cumprir um mínimo, o objetivo é adaptar a instalação às necessidades reais do imóvel.
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