Presente em praticamente todas as cozinhas brasileiras, a cebola costuma ser um ingrediente básico no preparo de inúmeros pratos. Mas um detalhe que muitas vezes passa despercebido durante o preparo pode representar um risco à saúde.
Aquelas manchas ou o pó escuro que aparecem na casca da Cebola (frequentemente confundidos com simples sujeira da terra) podem, na verdade, indicar a presença de fungos que se desenvolvem com facilidade em ambientes quentes e úmidos.
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De acordo com especialistas, essas manchas geralmente são causadas pelo fungo Aspergillus niger. O micro-organismo pode produzir substâncias conhecidas como micotoxinas, compostos que, quando ingeridos repetidamente, têm potencial de se acumular no organismo e prejudicar o funcionamento do fígado.
Relatos citados pelo jornal Times of India indicam que o consumo frequente de cebolas contaminadas por esse tipo de fungo pode provocar danos hepáticos ao longo do tempo.
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Curiosamente, pesquisas científicas apontam justamente o contrário quando o alimento está em boas condições. Um estudo publicado na revista científica Journal of Diabetes and Metabolic Disorders sugere que a cebola pode contribuir para o controle de doenças hepáticas, como a esteatose hepática não alcoólica. No entanto, quando o vegetal apresenta mofo ou deterioração, os possíveis benefícios dão lugar a riscos.
Por que aparecem manchas pretas?
A contaminação costuma acontecer durante o cultivo, a colheita ou o armazenamento. O fungo Aspergillus niger se prolifera com facilidade em ambientes quentes e úmidos, inicialmente atingindo a parte externa da cebola e, em alguns casos, avançando para o interior.
Guardar cebolas em locais abafados, mal ventilados ou muito próximos de batatas também aumenta as chances de desenvolvimento do fungo, já que esses fatores favorecem o acúmulo de umidade.
Riscos para o fígado
Quando as micotoxinas são ingeridas repetidamente, elas podem se acumular no organismo e sobrecarregar o fígado, elevando o risco de disfunções hepáticas e outros problemas de saúde.
Além da contaminação por fungos, a cebola também pode sofrer deterioração interna, conhecida como podridão escamosa. Pesquisadores do Centro de Tecnologia Agrícola, Florestal e Pesqueira da Prefeitura de Hyogo, no Japão, explicam que essa condição pode ser causada por bactérias presentes no solo que entram no vegetal pelo caule, especialmente após períodos de chuvas intensas.
Nos estágios iniciais, o problema pode ser difícil de identificar. Em casos mais avançados, porém, a cebola pode liberar líquido pelo caule e apresentar forte odor de deterioração. Segundo informações divulgadas pelo jornal japonês Mainichi Shimbun, nesses casos o consumo do alimento não é recomendado devido ao risco de intoxicação alimentar.
Como identificar cebolas contaminadas
Alguns sinais ajudam a reconhecer quando o alimento já não está próprio para consumo:
- presença de manchas pretas ou mofo na parte externa ou interna
- textura macia, viscosa ou pastosa
- cheiro forte de mofo ou sabor azedo incomum
- alteração anormal na cor da polpa
Se qualquer um desses sinais estiver presente, o mais seguro é descartar o alimento.
Cuidados no armazenamento
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam alguns cuidados simples:
- inspecionar as cebolas antes do preparo
- retirar e descartar imediatamente unidades com manchas que estejam se espalhando
- armazenar em local fresco, seco e bem ventilado
- evitar guardar cebolas junto com batatas
- higienizar mãos, facas e tábuas após manusear alimentos com mofo
Embora seja um alimento nutritivo e benéfico à saúde quando armazenado corretamente, a cebola com aparência escurecida ou mofada deve sempre acender um sinal de alerta. Em caso de dúvida, o mais seguro é descartar o alimento para evitar riscos.
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