Fevereiro de 2026 será um mês especial para os amantes da astronomia. Em apenas quatro semanas, o céu apresentará nove fenômenos que incluem eclipse solar, chuvas de meteoros e raros alinhamentos planetários.
O mês começa com a Lua Cheia da Neve, que atinge seu auge na noite do dia 1º. O nome vem dos povos indígenas da América do Norte, que relacionavam este período às nevascas intensas.
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O satélite natural surge no horizonte com tons alaranjados e permanece em sua fase completa até o dia 5. No dia 8, a chuva de meteoros Alfa Centaurídeos alcança seu pico de atividade.
O evento é mais discreto que outras chuvas conhecidas, mas pode produzir até seis meteoros por hora em locais com pouca poluição luminosa. Os observadores do Hemisfério Sul terão as melhores condições de visualização após a meia-noite.
Eclipse solar anular cria anel de fogo no céu
O dia 17 marca um dos eventos mais esperados do mês: o eclipse solar anular. O fenômeno acontece quando a Lua não cobre completamente o disco solar, o que cria um círculo luminoso conhecido como "anel de fogo".
Regiões remotas do planeta terão a visão total do eclipse, enquanto partes do Hemisfério Sul poderão observar a versão parcial.
Mercúrio e Saturno protagonizam encontros planetários
Os dias seguintes ao eclipse trazem uma sequência de encontros celestes. A programação inclui:
- Dia 18: Lua crescente aparece próxima a Mercúrio logo após o pôr do sol;
- Dia 19: Mercúrio atinge sua maior elongação e fica mais visível, além de formar conjunção com Saturno;
- Dia 23: Lua se aproxima das Plêiades em uma das cenas mais fotogênicas do período.
No fim de fevereiro, seis planetas estarão visíveis simultaneamente no céu noturno, um verdadeiro espetáculo de alinhamento planetário.
Via Láctea retorna ao Hemisfério Norte
Para encerrar o mês com chave de ouro, o núcleo da Via Láctea volta a aparecer nas madrugadas finais de fevereiro no Hemisfério Norte.
O retorno marca oficialmente o início da temporada de observação do centro galáctico, que oferece aos observadores a chance de ver a faixa brilhante que atravessa o céu.
A concentração de fenômenos em um único mês é rara e oferece oportunidades tanto para astrônomos profissionais quanto para observadores amadores. As condições de visualização variam conforme a localização geográfica e as condições climáticas de cada região.
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