plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 26°
cotação atual R$


home
DEBATE SOBRE VIDA DIGITAL

Site dá início a programa de formação com a Associação Fala Mulher em 1º workshop

Programa inicia com workshop sobre uso consciente das redes sociais e proteção de dados

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Site dá início a programa de formação com a Associação Fala Mulher em 1º workshop camera Programa de formação do Skokka com a Associação Fala Mulher inicia com workshop sobre uso consciente das redes sociais e proteção de dados. | Reprodução

O programa de cinco workshops gratuitos que o Skokka realiza ao lado da Associação Fala Mulher teve seu encontro de abertura em 14 de agosto de 2026, às 14h, em formato presencial e híbrido, com transmissão online simultânea. O tema de abertura foi o uso consciente das redes sociais, e a escolha se mostrou acertada desde os primeiros minutos. Empresa madrinha da associação desde janeiro de 2025, o Skokka transformou em 2026 esse apoio em uma formação estruturada.

Direito digital explicado sem jargão

A condução ficou com a advogada convidada para abrir o programa, especialista em direito digital e proteção de dados, que participou online e prometeu explicar a legislação brasileira sem transformar o encontro em uma aula densa. O percurso passou pelo Marco Civil da Internet, pela Lei Geral de Proteção de Dados e pelo ECA Digital, sempre ancorado no princípio da prioridade absoluta na proteção de crianças e adolescentes, apresentado como responsabilidade compartilhada entre família, sociedade, Estado e plataformas.

A palestrante diferenciou dados pessoais de dados sensíveis, como orientação sexual, religião e informações financeiras, e defendeu mais rigor quanto maior for a vulnerabilidade do público. Apontou que qualquer coleta precisa de justificativa clara, finalidade definida e prazo de retenção limitado, sugeriu o limite de um ano sem uso continuado e alertou que apagar uma conta não garante a exclusão dos dados, sendo necessário olhar backups e lixeiras das plataformas.

As dúvidas que as participantes levaram para a roda de conversa

O que deu força ao encontro foi a troca. Empreendedoras perguntaram se podiam publicar prints de elogios recebidos e ouviram que um elogio não equivale a autorização para republicá-lo, sendo necessário perguntar antes e cobrir nomes, fotos e telefones.

Uma fotógrafa que trabalha com famílias e recém-nascidos relatou a ausência de contratos escritos e saiu com um caminho prático, adotar um termo simples de autorização de uso de imagem assinado no local da sessão ou, quando isso não for viável, registrar em vídeo o consentimento da pessoa responsável.

Ficou claro que marcar uma marca em stories não autoriza uso comercial, que anúncios exigem termo assinado por todas as pessoas retratadas e que listas de transmissão pedem adesão voluntária, como nos grupos em que a pessoa clica no link para entrar. Também se discutiu a venda por rede social a um adolescente de quinze anos, com a orientação de checar a adequação do produto à idade e ouvir os responsáveis.

Exposição infantil, inteligência artificial e caminhos de denúncia

A parte mais sensível tratou da presença de crianças no ambiente online. A palestrante lembrou que o conteúdo publicado é público e perene, e pediu atenção a situações de vexame e à adultização infantil. Recomendou controle parental, alertou para algoritmos que empurram conteúdos viciantes e sugeriu que estratégias de marketing evitem músicas, memes e personagens populares entre crianças.

Citou casos de exploração, como a troca de itens de jogos por fotos de menores, e pediu cautela com a inteligência artificial, capaz de gerar conteúdos convincentes e enganosos, o que reforça a necessidade de educação digital. Diante de irregularidades, a orientação foi a denúncia na própria plataforma, o acionamento da Autoridade Nacional de Proteção de Dados e, havendo crime, o boletim de ocorrência com provas registradas. No debate sobre bloqueio de aplicativos, a conclusão foi que a regulação com diretrizes iguais para todo o mercado funciona melhor do que fechar uma plataforma.

Registro, reconhecimento e coerência de marca

Cada participante recebe certificado de conclusão, e o material resumo e as fotos do encontro foram disponibilizados em um drive compartilhado. Houve também sorteio de um brinde, como incentivo à participação. Na parte final, a gerente de Marca e Comunicações do Skokka, Silvana Zigoski, lembrou que a plataforma foi indicada pelo segundo ano consecutivo ao prêmio Reclame Aqui, reforçando seu compromisso com a seriedade, a proteção de dados e a manutenção de menores fora do ambiente de conteúdo adulto.

O que vem até dezembro

A jornada segue mensal, sempre às 14h. Os próximos eixos passam por vendas e atendimento e por marketing para empreendedoras. Em novembro chega um dos pontos mais aguardados, a introdução à inteligência artificial aplicada ao cotidiano e aos negócios, com ferramentas acessíveis de texto, imagem e vídeo. O encerramento, em dezembro, deve reunir mulheres do esporte em uma roda de conversa sobre superação e liderança.

O primeiro encontro mostrou que o programa não é gesto isolado, e sim a continuidade de uma relação iniciada em 2025. Ao somar conteúdo prático, acolhimento e tecnologia ao trabalho que a Associação Fala Mulher já desenvolve, o Skokka aposta em um impacto que se mede em conhecimento aplicado e autonomia ampliada. Com quatro encontros por vir, a jornada está apenas começando.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Tech

    Leia mais notícias de Tech. Clique aqui!