A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) afeta cerca de 20% dos estadunidenses de forma crônica. No entanto, a escolha certa dos alimentos pode aliviar os sintomas e proteger o esôfago do ácido estomacal.
O refluxo acontece quando o conteúdo do estômago retorna ao esôfago, o tubo que conecta o estômago à garganta. Por isso, a azia é a sensação direta desse processo.
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Além dos alimentos que pioram o quadro, como café e comidas apimentadas, existem opções que ajudam a controlar os sintomas. Assim, incluí-los na rotina faz diferença real na qualidade de vida.
Por exemplo, produtos lácteos como leite e iogurte revestem o esôfago e formam uma barreira temporária contra o ácido. Aliás, o iogurte ainda contém probióticos, que equilibram as bactérias intestinais e facilitam a digestão.
Além destes, alimentos alcalinos neutralizam o ácido estomacal ao cobrir o revestimento esofágico. Portanto, opções para o cardápio são:
- Bananas;
- Melões;
- Nozes;
- Couve-flor.
Uma estratégia é apostar em alimentos ricos em fibras, pois promovem saciedade e, dessa forma, reduzem a tendência de comer em excesso, um dos gatilhos da azia. A aveia, sobretudo, absorve o ácido estomacal com eficiência.
Arroz integral, quinoa e vegetais verdes como aspargos, brócolis e couve-de-bruxelas também são ótimas escolhas.
Folhas verdes também são alcalinas e com alto teor de água, logo são benéficas para o intestino e não produzem gases.
Contudo, é preciso evitar molhos gordurosos, vinagretes ácidos e coberturas como cebola, que podem provocar o refluxo.
Vale também ingerir alimentos com alto teor de água diluem o ácido estomacal e, por isso, ajudam a reduzir a irritação. Entre as melhores opções estão:
- Pepino;
- Aipo;
- Melancia;
- Sopas à base de caldo.
O gengibre é alcalino e anti-inflamatório, então figura entre os melhores auxiliares digestivos. Em seguida a qualquer sinal de azia, um chá de gengibre ajuda a aliviar a irritação no trato digestivo.
Peça comum em pratos mais leves, o salmão é fácil de digerir e rico em ômega-3, portanto não permanece longo tempo no estômago. Isso reduz o risco de refluxo.
Se temperos fortes neste pescado incomodam, ervas como manjericão ou salsa são alternativas eficazes para dar sabor. Além dele, aves e carnes magras também são bem toleradas.
No entanto, é fundamental retirar a pele do frango ou peru e optar por preparo assado, cozido ou grelhado. Carnes bovinas magras, como bife e carne moída com baixo teor de gordura, são igualmente bem-vindas.
Vegetais de raiz, como batata, batata-doce, cenoura e beterraba, contêm fibras solúveis de fácil digestão. Além disso, saciam bem e não são ácidos, picantes ou gordurosos, o que os torna seguros para quem tem refluxo.
Para o pão, a escolha ideal é o integral feito com grãos não processados. Afinal, pães de aparência saudável, como o de trigo ou de sete grãos, muitas vezes contêm grãos refinados, desprovidos de fibras e nutrientes essenciais.
Pouco conhecida para o prato de muitos brasileiros, a babosa, ou aloe vera, é um tratamento tradicional para o refluxo. Ela está disponível na forma de planta ou suplemento e também serve como espessante em receitas.
Contudo, é necessário garantir que o produto não contenha látex nem antraquinonas, substâncias que irritam o sistema digestivo.
Outra receita caseira, esta mais conhecida, é a mistura de suco de limão, água morna e mel pode parecer ácida, mas, na verdade, produz efeito alcalinizante no organismo.
Finalmente, esse trio neutraliza o ácido estomacal e é uma opção simples e acessível para quem sofre com azia.
Quem também está na família dos alcalinos é o funcho, um vegetal crocante com sabor de alcaçuz. Por isso, combina bem com saladas e, segundo evidências, melhora a digestão por seu baixo teor de acidez.
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Por fim, a salsa vai além da decoração no prato. De fato, ela é usada há centenas de anos como tratamento tradicional para estômagos sensíveis e ainda mantém sua reputação como aliada da digestão.
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