Uma das atrizes mais conhecidas do Brasil revelou que enfrenta uma batalha silenciosa e dolorosa contra uma doença autoimune. Isis Valverde acendeu um alerta importante sobre os riscos da doença celíaca e a contaminação cruzada.
Isis Valverde compartilhou um relato sobre as dificuldades que enfrenta por conta da doença celíaca. Segundo a artista, ela convive com a condição desde os 19 anos. Além disso, ela descreveu o quadro como altamente agressivo: basta o contato com um óleo que tenha fritado alimentos com glúten para que ela passe muito mal.
Leia também:
- Bruna Marquezine impressiona com treino intenso: 'Básico que funciona'
- Andressa Urach revela reação do marido à cirurgia íntima
No início de 2026, enquanto trabalhava, a atriz sofreu três internações seguidas. Por muito tempo, porém, nem ela nem sua equipe sabiam a origem do problema.
Depois de uma investigação, descobriu-se que um colaborador responsável pela alimentação dela acreditava que a condição era uma alergia leve e misturava os alimentos sem os devidos cuidados.
Esse episódio evidenciou um dos maiores riscos para celíacos: a contaminação cruzada.
O que é a doença celíaca?
A doença celíaca é uma patologia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, proteína presente no trigo, na cevada, no centeio e na aveia.
Ao consumir qualquer um desses ingredientes, o sistema imunológico do paciente ataca as próprias células do intestino delgado.
Esse ataque, portanto, provoca inflamações e leva à atrofia das vilosidades intestinais, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes.
De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil, aproximadamente 1 milhão de brasileiros têm a condição.
No entanto, ainda não é possível estabelecer uma estimativa precisa do número real de casos, pois muitos permanecem sem diagnóstico. A doença tem causa predominantemente genética e pode se manifestar tanto em crianças quanto em adultos.
Sintomas que variam de leves a graves
As manifestações clínicas da doença celíaca variam conforme o grau de exposição ao glúten e o estado nutricional do paciente. Entre os sintomas mais comuns, estão:
- Desconforto abdominal;
- Tontura;
- Enxaqueca crônica;
- Alterações de humor;
- Coceira na pele;
- Dor muscular;
- Intolerância à lactose.
Quando o organismo fica privado de nutrientes por um período prolongado, surgem sintomas mais graves. Nesses casos, o paciente pode desenvolver quados como:
- Anemia;
- Osteoporose;
- Queda de cabelo;
- Perda de peso;
- Cansaço extremo;
- Falta de ar;
- Desnutrição.
Além disso, a inflamação crônica do intestino, se não tratada, pode favorecer o surgimento de tumores e nódulos no futuro.
Tratamento exige dieta rigorosa e acompanhamento profissional
A doença celíaca não tem cura e tampouco existe medicamento capaz de eliminar os sintomas.
O único caminho eficaz é a exclusão total do glúten da alimentação. Além disso, o acompanhamento nutricional é fundamental para evitar deficiências geradas pela ausência da proteína na dieta.
Um ponto crítico no tratamento é a prevenção da contaminação cruzada. Isso significa que utensílios, superfícies e óleos que tiveram contato com glúten representam risco real para o paciente.
Por isso, toda a preparação e manipulação dos alimentos deve ser feita com rigor. O caso de Isis Valverde ilustra exatamente esse perigo: a ausência de informação adequada foi suficiente para causar três hospitalizações.
Quer receber mais notícias e dicas de saúde? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Por ser uma condição de origem genética, a doença celíaca não pode ser prevenida. Contudo, com diagnóstico correto e dieta adequada, o paciente consegue manter qualidade de vida e evitar complicações graves.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar