A família de Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo se manifestou após o Tribunal do Júri de Belém absolver Lucas Magalhães de Souza da acusação de homicídio com dolo eventual pela morte da jovem. Ele também foi absolvido da acusação de fraude processual. A decisão foi tomada na noite de terça-feira (25/08), após quase 15 horas de julgamento.
Em uma publicação nas redes sociais feita após o resultado, familiares afirmaram que receberam a decisão com fé e destacaram que, embora a Justiça tenha dado uma resposta no julgamento, acreditam que ainda existe uma justiça superior.
“O homem vê a aparência, mas Deus vê o coração. A sentença Dele não erra o alvo”, declarou a família.
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Na manifestação, os familiares também defenderam a memória de Yasmin e rejeitaram qualquer tentativa de associar a jovem a comportamentos que pudessem comprometer sua reputação.
“Falar da minha filha é falar de amor e não de mau-caratismo ou mentiras”, afirmou a família.

Família questiona depoimento
Um dos principais pontos levantados pelos familiares após o julgamento foi o depoimento de uma testemunha. Segundo a família, teria ocorrido uma contradição quando a testemunha afirmou ter conhecido Yasmin e Lucas em 2022.
“Karen conheceu a Yasmin e o Lucas em 2022? Como assim, se os fatos aconteceram em 2021?! Mais uma mentira contada”, questionaram os familiares.

A família afirma que passou quase cinco anos buscando respostas sobre as circunstâncias da morte de Yasmin e criticou o que considera falhas no processo de busca por Justiça.
“Foram quase cinco anos mostrando ao mundo o quanto a Justiça é falha, mas hoje fui com meu coração entregue a Deus e Ele sabe de todas as coisas”, declarou.
Condenação por porte e disparo de arma
Apesar da absolvição pelas acusações relacionadas diretamente à morte de Yasmin, Lucas foi condenado pelos crimes de porte ilegal e disparo ilegal de arma de fogo. A pena foi estabelecida em 4 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto.
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A sentença também determinou a suspensão dos direitos políticos do réu durante os efeitos da condenação, conforme previsto na legislação.
Relembre o caso Yasmin
Yasmin tinha 21 anos quando desapareceu em 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém. Ao todo, 19 pessoas estavam na embarcação.
Durante o passeio, Yasmin teria entrado no rio e posteriormente desaparecido. As buscas prosseguiram até o dia seguinte, quando o corpo da jovem foi localizado. A perícia apontou afogamento como causa da morte.
O caso passou por diferentes etapas de investigação, incluindo uma reprodução simulada dos fatos realizada em junho de 2022. A atividade reuniu cerca de 200 agentes de segurança e teve como objetivo confrontar versões apresentadas pelos envolvidos e esclarecer divergências identificadas ao longo da apuração.
Com o julgamento, Lucas foi absolvido das acusações de homicídio com dolo eventual e fraude processual, mas acabou condenado pelos crimes relacionados à arma de fogo.
A família de Yasmin, entretanto, afirma que continuará defendendo a memória da jovem e buscando respostas sobre as circunstâncias que levaram à sua morte. “Quem confia em Deus sabe que a última palavra não vem do juiz da terra, mas do Senhor do Céu”, concluiu a família.
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