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VANDALISMO E ROUBO

Intolerância Religiosa: restaurante sofre 2° ataque em menos de um mês 

Proprietária relata prejuízo após novo arrombamento; mercadorias de empreendedora parceira também foram levadas.

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Imagem ilustrativa da notícia Intolerância Religiosa: restaurante sofre 2° ataque em menos de um mês  camera Restaurante em Belém é alvo de furto, causando grandes perdas à proprietária e à comunidade local; caso traz à tona discussões sobre intolerância religiosa. | Reprodução

Menos de um mês após denunciar um episódio de intolerância religiosa e vandalismo, o estabelecimento Espetinho do Malandro, localizado no bairro do Reduto, em Belém, voltou a ser alvo de criminosos. Na manhã desta terça-feira (30), a proprietária Jennifer Dias informou que o local foi arrombado durante a madrugada e teve equipamentos, bebidas e mercadorias furtados, causando prejuízos superiores a R$ 2 mil.

Segundo Jennifer, os criminosos romperam três cadeados, danificaram um portão e uma porta de vidro para acessar o imóvel. Entre os itens levados estão uma televisão, equipamentos de som, grades de cerveja, cadeiras e diversos objetos utilizados no funcionamento do estabelecimento.

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"Levaram a TV, levaram o som, grades de cerveja e outras coisas do estabelecimento. Foi um prejuízo muito grande. Ninguém viu nada, ninguém ouviu nada, apesar de terem arrombado três cadeados, um portão e uma porta de vidro", desabafou a empresária nas redes sociais.

O furto ocorreu justamente no momento em que a proprietária se preparava para anunciar a mudança de endereço do empreendimento. De acordo com Jennifer, a decisão de deixar o imóvel foi tomada em comum acordo com o proprietário, após reclamações de moradores da vizinhança relacionadas às atividades realizadas no espaço.

Além dos prejuízos sofridos pelo restaurante, a ação criminosa atingiu também a influenciadora e empreendedora Samily Azevedo, que mantinha uma exposição de roupas e camisetas personalizadas ligadas à cultura afro-religiosa em parceria com o estabelecimento.

Mercadorias exclusivas foram levadas

Em relato publicado nas redes sociais, Samily afirmou que toda a mercadoria disponível para venda foi furtada. Segundo ela, as peças eram exclusivas e representavam a principal fonte de renda do negócio.

"Levaram tudo. Todas as blusas, roupas personalizadas, materiais de trabalho e até as sacolas da loja. Não sobrou praticamente nada. É uma perda muito grande porque são peças exclusivas, produzidas especialmente para esse público", lamentou.

A empreendedora explicou ainda que utilizava o espaço do Espetinho do Malandro para expor seus produtos durante eventos culturais e encontros realizados no local. Com o furto, ela afirma não saber como conseguirá participar de compromissos comerciais já agendados.

"Eu tinha um evento neste fim de semana e agora não tenho mercadoria para levar. Estou completamente perdida porque era todo o meu material de trabalho", disse.

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Segundo episódio em menos de um mês

O novo ataque acontece semanas após Jennifer denunciar um caso de intolerância religiosa envolvendo o estabelecimento. Na ocasião, a empresária relatou ter sofrido pressão para retirar da fachada uma representação do Zé Malandro, entidade ligada à sua espiritualidade e que inspirou o nome do empreendimento.

Dias depois da controvérsia, o local foi alvo de um ato de vandalismo. Segundo Jennifer, os invasores destruíram imagens religiosas, objetos utilizados em práticas espirituais e materiais ligados à sua crença, sem levar dinheiro ou outros bens de maior valor.

O caso foi registrado na Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), que abriu investigação para apurar eventual motivação de intolerância religiosa.

Polícia investiga novo arrombamento

A proprietária informou que um boletim de ocorrência já foi registrado e que as autoridades buscam imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos para tentar identificar os responsáveis pelo furto.

Enquanto aguarda o avanço das investigações, Jennifer afirma que o estabelecimento permanecerá fechado temporariamente para levantamento dos prejuízos e reorganização das atividades.

"Vamos tentar recomeçar. Agora, precisamos contabilizar tudo o que foi perdido e buscar forças para continuar", declarou.

O DOL entrou em contato com a Polícia Civil para mais informações e aguarda retorno.

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