Nos últimos anos, o combate à corrupção e aos esquemas clandestinos se tornou prioridade permanente das autoridades. Novas operações revelam como estruturas aparentemente protegidas podem ser usadas para alimentar negócios ilícitos. No Pará, uma investigação que começou silenciosa expõe agora indícios de um esquema sofisticado que teria transformado produtos apreendidos pelo próprio Estado em mercadoria para a comercialização irregular.
Nesse contexto, a Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a segunda fase da Operação SIN TAX, mirando um servidor público federal suspeito de desviar produtos eletrônicos de alto valor sob sua responsabilidade. A ofensiva, autorizada pela Justiça Federal no Pará, resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e no afastamento cautelar de um servidor de suas funções.
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De acordo com as investigações, o esquema funcionava a partir da liberação ilegal de mercadorias apreendidas, especialmente celulares, que deveriam permanecer sob custódia oficial. Esses produtos eram então internalizados de forma ilegal e posteriormente revendidos, gerando lucros expressivos aos envolvidos.
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CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA
Ainda segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, intermediários e mecanismos fraudulentos para ocultar a origem ilícita dos aparelhos e dos recursos obtidos com a comercialização. Há indícios de que servidores teriam recebido vantagens indevidas para facilitar a liberação das cargas, caracterizando, em tese, crimes de corrupção passiva e ativa.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam cinco veículos - quatro deles de luxo -, além de dinheiro em espécie, documentos e dispositivos eletrônicos considerados relevantes para o avanço da apuração. Entre os valores já contabilizados estão R$ 153.865,00 e US$ 8.100, quantias que reforçam a suspeita de movimentação financeira significativa ligada ao esquema.
Segundo a Polícia Federal, as medidas adotadas nesta fase têm como objetivo interromper a atividade criminosa, preservar a produção de provas e evitar que os investigados interfiram no andamento do processo. As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas.

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