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SAÚDE

Fevereiro Roxo: conscientização sobre doenças crônicas

Campanha chama atenção para lúpus, fibromialgia e Alzheimer, destaca qualidade de vida e avanço legal que reconhece novos direitos aos pacientes.

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Imagem ilustrativa da notícia Fevereiro Roxo: conscientização sobre doenças crônicas camera Fevereiro Roxo reforça a conscientização sobre lúpus, fibromialgia e Alzheimer e a importância do diagnóstico precoce e dos direitos dos pacientes | Divulgação

Há cores que ultrapassam o simbolismo e se transformam em instrumento de reconhecimento coletivo, rompendo o silêncio que por muito tempo envolveu o sofrimento de milhares de pessoas. Em meio à rotina marcada por compromissos e urgências, campanhas de conscientização surgem como pausas necessárias para lembrar que existem batalhas travadas longe dos holofotes, onde o maior desafio não é apenas conviver com a doença, mas também torná-la visível aos olhos da sociedade.

É nesse cenário que o Fevereiro Roxo ganha relevância ao ampliar a conscientização sobre doenças crônicas como lúpus, fibromialgia e Alzheimer, reforçando a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e do acesso a direitos que garantam qualidade de vida. A campanha também evidencia os impactos físicos, emocionais e sociais dessas condições, que, embora distintas, compartilham desafios comuns, como a dificuldade de identificação e a necessidade de acompanhamento permanente.

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Segundo a reumatologista e docente do IDOMED, Marina Andrade, a principal contribuição da campanha é ampliar o conhecimento público sobre enfermidades que ainda são cercadas por desinformação. Ela explica que o reconhecimento precoce dos sintomas permite retardar a progressão dos quadros e preservar a autonomia do paciente. "São doenças sem cura definitiva, mas que podem ser controladas. O diagnóstico precoce possibilita melhor manejo dos sintomas e mais qualidade de vida", afirma.

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Apesar das particularidades clínicas, as três doenças apresentam características semelhantes. Todas são crônicas, exigem acompanhamento multidisciplinar e podem comprometer significativamente o cotidiano dos pacientes. Além das limitações físicas, os efeitos emocionais também são profundos, incluindo ansiedade, depressão e isolamento social, agravados muitas vezes pela incompreensão de familiares, empregadores e até mesmo de profissionais de saúde.

DOENÇAS SILENCIOSAS

Um dos fatores que contribuem para esse cenário é o caráter silencioso dessas enfermidades, frequentemente classificadas como doenças invisíveis. De acordo com Marina Andrade, exames laboratoriais nem sempre conseguem detectar alterações nas fases iniciais, o que torna a escuta clínica um elemento decisivo. "A avaliação cuidadosa dos sintomas relatados pelo paciente é fundamental para o diagnóstico, especialmente na fibromialgia, que não possui um marcador específico em exames", explica.

No caso do lúpus, doença autoimune que pode atingir pele, articulações, rins e outros órgãos, os sinais mais comuns incluem dores articulares persistentes, manchas na pele, fadiga intensa, febre e sensibilidade à luz solar. A condição apresenta fases de atividade e remissão, exigindo monitoramento constante.

Já a fibromialgia é marcada por dor difusa e persistente por mais de três meses, associada a cansaço extremo, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas, frequentemente descritas como “névoa mental”. Embora não cause deformidades físicas, a doença pode comprometer severamente a capacidade funcional e a produtividade do paciente.

COMPROMETIMENTO DE FUNÇÕES COGNITIVAS

O Alzheimer, por sua vez, é uma doença neurodegenerativa progressiva e a forma mais comum de demência, afetando principalmente idosos. A enfermidade compromete gradualmente funções cognitivas, como memória, linguagem e raciocínio, além de alterar o comportamento. Os primeiros sinais incluem esquecimentos frequentes, dificuldade de comunicação e desorientação, sintomas muitas vezes confundidos com o envelhecimento natural, o que retarda o diagnóstico.

Com o avanço da doença, o paciente pode perder a capacidade de realizar tarefas básicas e tornar-se dependente de cuidados permanentes, o que impacta não apenas o indivíduo, mas toda a estrutura familiar.

Especialistas destacam que fatores como estresse, sedentarismo, privação de sono, alimentação inadequada e tabagismo podem agravar os sintomas dessas doenças. Em contrapartida, hábitos saudáveis desempenham papel importante no controle dos quadros. A prática regular de atividade física, o acompanhamento médico contínuo, o suporte psicológico e a adesão correta ao tratamento contribuem para reduzir crises e preservar a qualidade de vida.

MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Além dos avanços no campo da saúde, uma mudança recente na legislação representa um marco importante para pessoas com fibromialgia. A Lei nº 15.176, que entra em vigor em 2026, passa a reconhecer a condição como deficiência para fins legais, desde que comprovadas limitações funcionais por avaliação biopsicossocial.

Segundo o coordenador do curso de Direito da Estácio Goiás, Fábio Gomes, a medida corrige uma lacuna histórica na proteção desses pacientes. Ele explica que o enquadramento permitirá acesso a direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, como prioridade em atendimentos, participação em políticas de inclusão, possibilidade de concorrer a vagas reservadas em concursos públicos e solicitação de adaptações no ambiente de trabalho.

"O reconhecimento legal traz mais segurança jurídica e garante que essas pessoas tenham respaldo formal para reivindicar direitos que antes dependiam exclusivamente de decisões judiciais", afirma.

O especialista ressalta, no entanto, que o diagnóstico médico isolado não garante automaticamente esses benefícios. Será necessária uma avaliação realizada por equipe multiprofissional, responsável por medir o impacto da doença na rotina e na capacidade funcional do paciente.

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