A Polícia Civil do Pará indiciou quatro médicos pela morte da empresária Giovanna Coelho Gomes. Entre eles, o plantonista Marcelo Antony Dantas se manifestou logo em seguida e alega não ter sido ouvido durante a investigação.
Por isso, a defesa do médico questiona a condução do inquérito e afirma que o processo foi encerrado de forma irregular. A conclusão do inquérito ocorreu nesta sexta-feira (4) e aponta os profissionais como responsáveis pela morte da jovem após complicações em cirurgia plástica.
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Segundo o inquérito, os indiciados são o cirurgião André Melo, o anestesista César Collyer e dois médicos plantonistas, um deles sendo o Marcelo Dantas. Todos eles respondem por homicídio culposo majorado.
Além disso, o cirurgião André Melo também foi indiciado por falsidade ideológica.
Vale lembrar que Giovanna foi submetida a quatro procedimentos de cirurgia plástica em uma única sessão no dia 7 de agosto, em uma clínica particular de Belém.
No entanto, ela morreu no dia seguinte, após apresentar complicações graves no pós-operatório.
Plantonista quebra o silêncio
A defesa de Marcelo afirma que teve acesso aos autos menos de 18 horas antes da oitiva e solicitou o adiamento do depoimento para a semana seguinte.
Desta forma, pretendia analisar com mais cuidado o conteúdo do inquérito, sobretudo por se tratar de um caso de alta complexidade. Contudo, o pedido foi negado e o inquérito supostamente foi encerrado sem que Marcelo prestasse esclarecimentos.
Ainda segundo a defesa, o médico também havia cumprido um plantão de 24 horas antes do momento em que seria ouvido, o que tornava ainda mais necessário o adiamento da oitiva.
A defesa afirma que Marcelo possui documentos que demonstrariam sua atuação correta no caso, incluindo que ele não teria agido com negligência e que não houve omissão no atendimento. A defesa pretende apresentar todos os documentos à autoridade competente.
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Até o momento, os demais profissionais indiciados ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso. O inquérito, portanto, segue agora para o Ministério Público, que vai decidir se oferece denúncia criminal contra os quatro médicos.
Leia a nota completa da defesa de Marcelo Dantas:
Marcelo Dantas foi indiciado sem ter sido ouvido durante a investigação.
A defesa teve acesso aos autos do inquérito menos de 18 horas antes da oitiva e requereu seu adiamento para a próxima semana, a fim de analisar adequadamente o conteúdo do procedimento, considerando a complexidade do caso e o fato de que o médico seria ouvido após cumprir um plantão de 24 horas.
Apesar do pedido fundamentado apresentado pela defesa, o inquérito foi concluído sem que Marcelo tivesse a oportunidade de prestar seus esclarecimentos.
A defesa ressalta que Marcelo pretende ser ouvido e apresentar sua versão dos fatos. Também possui documentos que, segundo a defesa, demonstram que o médico não agiu com negligência ou omissão no caso.
Lucas Sá Souza
Advogado criminalista e responsável pela defesa de Marcelo Dantas.
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