O Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) iniciou a Operação Fênix 2026 para acompanhar a ocorrência de incêndios florestais e situações relacionadas ao uso do fogo no estado. As informações sobre números, municípios e ações citadas nesta reportagem foram divulgadas pelos próprios Bombeiros.
A operação tem como foco o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios, utilizando dados das ocorrências para identificar regiões onde há maior risco de novos focos. A intenção, segundo a corporação, é deslocar equipes de forma antecipada e evitar que incêndios de menor proporção se transformem em ocorrências de grandes dimensões.
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De acordo com os Bombeiros, desde 9 de agosto de 2026, foram contabilizados 523 eventos relacionados à operação. Desse total, 375 foram classificados como ocorrências operacionais, o equivalente a 71,7% dos registros.
Vigilância é principal atividade
Os dados apresentados pelo Corpo de Bombeiros mostram que a atuação não se limita ao combate às chamas. Entre as atividades registradas estão 181 ações de vigilância terrestre, 81 de combate direto, 58 de orientação, 12 de queima controlada, cinco de rescaldo e quatro de combate indireto.
Também foram contabilizadas três palestras e duas ações de divulgação.
A estratégia considera informações sobre onde, quando e com que frequência os incêndios são registrados, permitindo identificar locais que exigem maior atenção das equipes.
Seis municípios concentram maior número de registros
Segundo os dados divulgados pelos Bombeiros, a operação está presente em 16 municípios paraenses. Os maiores números foram registrados em:
- Goianésia do Pará: 90;
- Bom Jesus do Tocantins: 67;
- São Geraldo do Araguaia: 62;
- Redenção: 61;
- Dom Eliseu: 51;
- Xinguara: 48.
Juntos, os seis municípios somam 379 registros, aproximadamente 72% do total informado pela corporação.
Os demais municípios listados pelos Bombeiros são Placas (35), Rurópolis (32), Tailândia (18), Paragominas (17), Floresta do Araguaia (12), Parauapebas (11), Novo Progresso (10), Trairão (8) e Canaã dos Carajás (1).
Sul e sudeste estão entre áreas de atenção
Ainda conforme o levantamento apresentado pelo Corpo de Bombeiros, foram identificadas áreas consideradas críticas nas regiões sul, sudeste, Xingu, Tapajós e nordeste do Pará.
A operação conta, segundo a corporação, com a participação de diferentes setores, incluindo Defesa Civil, órgãos ambientais, municípios, brigadas de incêndio, comunidades e proprietários rurais.
Limpeza de terrenos aparece entre as causas
Os Bombeiros também apontam as principais situações associadas aos incêndios registrados durante o período. A limpeza de terrenos aparece com 113 ocorrências, seguida pela queima irregular, com 45, e pela renovação de pastagem, com 23 registros.
Os dados ajudam a direcionar ações de vigilância e orientação nas áreas rurais, além de indicar os locais onde o uso do fogo exige maior atenção.
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Estratégia busca antecipar combate
Segundo o Corpo de Bombeiros, a proposta da Operação Fênix é ampliar a atuação preventiva durante os próximos meses. Em vez de concentrar os esforços apenas depois que um incêndio ganha grandes proporções, as equipes passam a utilizar os registros anteriores para identificar padrões e antecipar a presença operacional.
Com isso, a corporação afirma que a operação passa a reunir, além do combate direto, monitoramento, prevenção e análise das ocorrências, com foco nas áreas do Pará que apresentam maior incidência de incêndios.
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