plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 33°
cotação atual R$


home
PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE

MPPA investiga possíveis danos ambientais em comunidade de Anajás

Investigação busca identificar impactos em igarapés, pesca e açaizais que podem ter afetado cerca de 70 famílias da Comunidade Pedras, no Rio Alto Anajás

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia MPPA investiga possíveis danos ambientais em comunidade de Anajás camera Até o momento, não há conclusão sobre autoria ou responsabilidade pelos fatos. | Divulgação/MPPA

O Ministério Público do Pará (MPPA) abriu investigação para apurar possíveis danos ambientais, sociais, econômicos e patrimoniais na Comunidade Pedras, no Rio Alto Anajás, zona rural de Anajás. Segundo a instituição, o procedimento teve início após uma representação da Comissão Pastoral da Terra (CPT Marajó), que relatou impactos supostamente provocados pela execução de uma estrada ou ramal de acesso ligado a um empreendimento de transmissão ou distribuição de energia elétrica.

Com mais de 80 anos de existência, a comunidade reúne cerca de 70 famílias que dependem principalmente da produção de açaí, do extrativismo vegetal e da pesca. Segundo os relatos encaminhados ao MPPA, as intervenções teriam afetado uma via tradicional usada pelos moradores, cursos d’água e áreas produtivas. Entre os problemas apontados estão o carreamento de solo e sedimentos para igarapés, aumento da turbidez da água, alterações da qualidade, mortandade de peixes e danos a açaizais, com possível redução da produção.

Conteúdos relacionados:

Diante da possibilidade de continuidade dos impactos e dos riscos à segurança hídrica e alimentar dos moradores, o promotor de Justiça de Anajás, Fernando da Silva Júnior, determinou prioridade e urgência na apuração. Técnicos do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI), das áreas de Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Biologia, deverão vistoriar a região e avaliar os danos e as medidas necessárias para recuperação.

Além disso, o Instituto Evandro Chagas (IEC) deverá realizar a coleta e a análise de amostras de água e, se necessário, de sedimentos da área. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Anajás e a Semas também foram acionadas para prestar informações sobre o licenciamento e a fiscalização do empreendimento, além de adotar as providências ambientais cabíveis.

A SME Engenharia e a Equatorial Energia Pará, inicialmente relacionadas aos fatos, foram chamadas a adotar medidas para conter e mitigar os possíveis danos, incluindo a desobstrução do igarapé, a recuperação do fluxo hídrico e a garantia de uma passagem provisória e segura para os moradores. As empresas também deverão apresentar contratos, projetos, estudos técnicos, licenças e autorizações ambientais, ARTs, relatórios de fiscalização e informações sobre os responsáveis pela execução, acompanhamento e fiscalização da obra.

Quer receber notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!

A investigação também envolve a situação das famílias atingidas. As redes municipal e estadual de assistência social deverão identificar moradores em situação de vulnerabilidade e avaliar a necessidade de fornecimento de água potável, alimentos, itens de higiene, benefícios eventuais e apoio de transporte.

Na área da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde e a Sespa deverão verificar riscos relacionados ao consumo de água e peixes, além de buscar pessoas com possíveis sintomas de exposição e garantir atendimento. Já a Defesa Civil municipal e estadual deverá avaliar riscos relacionados à obstrução dos cursos d’água, drenagem e mobilidade, incluindo eventual necessidade de apoio logístico.

Na esfera criminal, o MPPA consultará a Polícia Civil sobre a existência de investigação e, caso ainda não haja procedimento, requisitar a abertura de inquérito para apurar possíveis crimes ambientais e outras infrações.

Até o momento, não há conclusão sobre autoria ou responsabilidade pelos fatos. Por conta disso, a apuração tem como objetivo esclarecer a extensão dos impactos, a regularidade das licenças, as medidas de controle adotadas, eventuais responsáveis e os danos coletivos e individuais.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!