O Tribunal do Júri de Ananindeua condenou, na noite desta sexta-feira (26), o lutador de MMA Yago Roger Barreira da Costa pela morte da influenciadora digital e mulher trans Paola Bratcho, de 29 anos. Apesar da condenação, o desfecho do julgamento foi marcado pela decisão dos jurados, que, por maioria dos votos, acolheram a tese de desclassificação do crime de feminicídio para homicídio simples.
Ao final da sessão, a pena foi fixada em 12 anos, 10 meses e oito dias de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Na sentença, a juíza responsável pelo julgamento também determinou a manutenção da prisão do condenado para o imediato início do cumprimento da pena.
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O julgamento foi realizado no Fórum Criminal de Ananindeua e reuniu familiares da vítima, representantes de movimentos da comunidade LGBTQIA+ e amigos de Paola, que acompanharam a sessão em busca de uma resposta da Justiça para o crime ocorrido em março de 2025.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Paola Bracho entrou em um motel localizado às margens da BR-316, no bairro Águas Lindas, acompanhada de Yago Roger. Horas depois, funcionários do estabelecimento acionaram a polícia ao ouvirem uma discussão intensa vinda do quarto.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a influenciadora morta no banheiro, com diversas perfurações provocadas por arma branca. O acusado também apresentava ferimentos pelo corpo e foi socorrido antes de ser encaminhado ao Hospital Metropolitano. Após receber alta médica, ele deixou a unidade de saúde e acabou preso no dia seguinte pela Polícia Civil em um imóvel de um familiar, na Região Metropolitana de Belém.
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Durante o julgamento, a defesa sustentou que Igor Roger agiu em legítima defesa, alegando que teria sido atacado pela vítima. O Ministério Público, por sua vez, defendeu a condenação, argumentando que as provas reunidas no inquérito e os laudos periciais demonstravam desproporção na reação do acusado, que é atleta profissional de artes marciais.
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