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ELDORADO DOS CARAJÁS

Mãe de José Arthur busca respostas após três meses de desaparecimento

Dona Geiciara esteve Fórum Criminal de Belém com advogado para reforçar investigações e pedir ajuda das autoridades

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Imagem ilustrativa da notícia Mãe de José Arthur busca respostas após três meses de desaparecimento camera Criança está desaparecida desde março deste ano. | Reprodução/RBA TV

A mãe do bebê José Arthur Souza Barros, desaparecido desde março deste ano em Eldorado dos Carajás, esteve no Forúm Criminal de Belém na manhã desta quinta-feira (11) para cobrar resposta sobre o paradeiro do filho. A visita ocorreu um dia após a soltura dos dois homens investigados no caso nesta quarta-feira (10).

Em entrevista exclusiva ao programa Bora Cidade, da RBATV, Geiciara fez um apelo para que as investigações sejam intensificadas e para que o filho seja encontrado. “Estamos aqui para poder receber respostas e ajuda também, para que eu possa encontrar o meu filho. Porque eu preciso dele e ele precisa de mim. E que essa pessoa que estiver com o meu filho possa devolver”, declarou.

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O desaparecimento de José Arthur completa três meses no próximo dia 26 de junho. Caso estivesse com a família, o menino teria completado nesta quinta-feria (11) um ano e nove meses. Desde março, a falta de respostas tem aumentado a angústia dos familiares, que afirmam viver uma rotina marcada pela espera e pela incerteza.

O advogado da família, que acompanhava a mãe da criança no Forúm, afirmou que a soltura dos investigados gerou apreensão e sensação de insegurança entre os parentes da criança. “Com a soltura desses dois investigados, a família fica apreensiva e com medo. Nós já solicitamos até inclusão em programa de proteção à testemunha, mas isso também traria impactos para a família, principalmente para a mãe e para os irmãos da criança”, afirmou.

Segundo Edson Araújo, a ida a Belém teve como objetivo solicitar apoio direto das autoridades estaduais. Entre os pedidos está a criação de uma força-tarefa permanente em Eldorado dos Carajás para ampliar as buscas e aprofundar as diligências.

“Nós viemos rogar ajuda do Estado. Precisamos do apoio da Secretaria de Segurança Pública, da Polícia Civil e do Governo do Estado para estabelecer um quartel-general em Eldorado dos Carajás por tempo indeterminado. Identificamos áreas que ainda precisam ser investigadas e que podem ser importantes para a elucidação do caso”, disse.

Segundo o advogado, algumas propriedades ligadas a um dos investigados ainda precisariam passar por uma varredura mais detalhada. Ele ressaltou que a Polícia Civil tem realizado diligências, mas defendeu o reforço do efetivo para ampliar os trabalhos na região.

Durante a entrevista, Geiciara também revelou que conhecia os dois homens que chegaram a ser presos durante as investigações. De acordo com ela, ambos frequentavam a residência da família antes do desaparecimento. “Teve um que sempre ia lá em casa, tomava café com a gente. Outro chegou a tirar foto com o meu filho poucos dias antes do desaparecimento”, relatou.

Geiciara também afirmou que recebeu informações repassadas por terceiros indicando que José Arthur estaria vivo e sendo cuidado. “Chegaram para mim e disseram que eu não precisava me preocupar porque o meu filho estava bem, que ele seria uma pessoa do bem e que um dia voltaria para mim”, contou.

Apesar da falta de respostas concretas, a mãe mantém a esperança de reencontrar o filho. “Desde o começo eu acredito que ele está vivo. Quando falam que ele pode estar morto, isso não me abala. Eu sinto que meu filho está vivo e está bem”, disse.

Questionado sobre possíveis motivações para o desaparecimento, o advogado descartou qualquer relação com dívidas ou agiotagem. Segundo ele, essa linha foi afastada e outras informações já foram encaminhadas às autoridades responsáveis pelo caso.

“Essa questão de dívida está totalmente descartada. Existem outras possibilidades que já foram apresentadas às autoridades. Nós estamos trabalhando diariamente e acreditamos que estamos próximos de respostas, mas precisamos de uma força-tarefa para executar as diligências necessárias”, afirmou.

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Relembre o caso

José Arthur Souza Barros desapareceu no dia 26 de março deste ano, na Vila Peruana, região rural de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará. Na ocasião, o menino brincava com primos na área externa da residência da família.

Desde então, uma grande operação de buscas foi realizada na região, envolvendo equipes do Corpo de Bombeiros, policiais civis, moradores, cães farejadores, drones e mergulhadores. Apesar dos esforços, nenhum vestígio da criança foi encontrado.

No último dia 10 de abril, dois homens foram presos durante uma operação conjunta da Superintendência Regional de Carajás, da Delegacia de Eldorado dos Carajás e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, vinculada à Divisão de Homicídios da Polícia Civil.

Os investigados, Roserlândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, eram conhecidos da família e frequentavam a residência onde o menino desapareceu. Contudo, ambos foram liberados nesta quarta-feira (10), após o encerramento do prazo da prisão temporária.

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