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TENSÃO NA ÁGUA

Vítimas relatam desespero em acidente durante passeio de canoagem em Belém

Após canoa de passeio se chocar com balsa, participantes relatam abandono e contestam versão da empresa sobre acidente no Rio Guamá

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Imagem ilustrativa da notícia Vítimas relatam desespero em acidente durante passeio de canoagem em Belém camera Três mulheres afirmam ter sido arrastadas para debaixo da balsa | Carol Santos

A prática da canoagem tem ganhado cada vez mais espaço em Belém, tornando-se uma opção popular de lazer entre moradores e turistas. Os passeios, geralmente realizados com acompanhamento de instrutores, partem da capital em direção à Ilha do Combu e reúnem grupos que percorrem o trajeto remando pelo Rio Guamá. No entanto, um acidente ocorrido na manhã da última sexta-feira, 1º de maio de 2026, trouxe à tona preocupações sobre a segurança dessas atividades.

O que deveria ser um momento de lazer acabou se transformando em uma situação de pânico. Por volta das 9h, uma canoa com sete passageiros e um instrutor colidiu com uma balsa de grande porte, provocando desespero entre os participantes.

De acordo com relatos de Carol Santos, que participava do passeio ao lado de amigas, o grupo havia se inscrito por meio do coletivo Marear Canoagem. Segundo ela, logo no início do trajeto já era possível perceber falhas na comunicação, já que parte dos participantes não conseguia ouvir as orientações do instrutor. Ela afirma que, mesmo após um pedido para que o grupo retornasse, o passeio teria continuado.

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Minutos depois, um dos ocupantes da parte dianteira da canoa alertou sobre o risco de colisão, mas o aviso não foi ouvido por todos. O impacto com a balsa acabou sendo inevitável. Com o choque, os ocupantes foram lançados na água, dando início a uma cena descrita como "caótica".

Carol atribui o acidente à negligência técnica da organização responsável. Segundo ela, os participantes ficaram à deriva e só foram socorridos graças à ajuda de embarcações que passavam pelo local no momento do acidente.

Momentos de tensão

Entre os relatos mais graves, três mulheres afirmam ter sido arrastadas para debaixo da balsa, enfrentando momentos de extremo desespero enquanto tentavam atravessar a estrutura metálica para sobreviver. Outra participante contou que precisou nadar contra a correnteza por vários minutos para evitar ser sugada, sendo auxiliada por trabalhadores da própria balsa, e não pela equipe do passeio. “A empresa tratou o caso como um risco natural da atividade, algo passível de acontecer. Isso contradiz o próprio anúncio, que afirmava que qualquer pessoa poderia participar, incluindo crianças, pessoas com deficiência e idosos, além de não exigir que os participantes soubessem nadar", disse uma das vítimas, Carol Santos.

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Em nota, a empresa responsável informou que todos os participantes receberam instruções de segurança antes da atividade e utilizavam equipamentos de proteção. A organização afirmou ainda que o acidente ocorreu após uma manobra para desviar de uma lancha em alta velocidade, o que teria provocado o tombamento da canoa e seu deslocamento em direção às balsas. Segundo a empresa, o instrutor agiu imediatamente e o resgate contou com apoio de embarcações próximas, garantindo que não houve feridos.

Apesar da versão apresentada, participantes contestam o posicionamento e relatam abandono durante e após o acidente. De acordo com elas, não havia plano de emergência estruturado, equipe de resgate ou suporte adequado. Também afirmam que, após o ocorrido, não receberam assistência da empresa, dependendo exclusivamente da ajuda de terceiros para deixar o local em segurança.

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"Na nota oficial, eles também não mencionaram que houve pessoas sugadas para debaixo da balsa, que atravessaram toda a estrutura sendo arrastadas pela correnteza até o outro lado. Também não havia barco de resgate, nem fomos socorridas por equipe médica. O instrutor não possuía nenhum equipamento que permitisse que as pessoas posicionadas na parte da frente da canoa ouvissem os comandos", afirmou Carol.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e levanta questionamentos sobre a fiscalização e as condições de segurança em atividades turísticas realizadas nos rios da região.

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