A Justiça do Pará determinou o afastamento cautelar do investigador da Polícia Civil Orlando Ramos após um episódio registrado em uma boate no município de Jacareacanga, no sudoeste do estado. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Pará (MPPA) e foi proferida no dia 22 de abril de 2026.
De acordo com o MP, o caso ocorreu no dia 11 de abril, no Clube da Helena, durante uma festa com grande circulação de pessoas. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o policial, aparentemente em estado de embriaguez, efetuando disparos de arma de fogo e apontando a arma na direção de uma mulher.
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O vídeo foi considerado peça central para o pedido de medidas cautelares feito pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao MPPA.
Histórico e medidas cautelares
O investigador já responde a processos judiciais em outras comarcas do Pará. Em Rurópolis, ele é acusado de violência arbitrária, conforme o artigo 322 do Código Penal. Já em Itaituba, há outro processo que envolve lesão corporal qualificada e outros crimes.
Na decisão, o Juízo da Vara Única de Jacareacanga determinou que o policial fique impedido de exercer qualquer função na corporação enquanto durar o afastamento. Também foram impostas medidas como a apreensão da arma de fogo funcional e a proibição de contato ou aproximação com vítimas, testemunhas e denunciantes do caso.
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Além disso, o Ministério Público apura a possível participação de outros agentes de segurança pública em um suposto esquema criminoso, que pode envolver práticas como concussão e fraude processual.
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