
O calor intenso em Belém tem feito os paraenses desenvolverem estratégias para enfrentar as altas temperaturas. Entre sombrinhas e hidratação constante, os moradores da cidade têm se prevenido contra os raios solares ultravioletas, principalmente no centro da capital, onde a alta concentração de edifícios e asfaltos dificultam o alívio do clima quente. Nocivos para a pele, os raios UV podem causar envelhecimento precoce, queimaduras solares e até danificar o DNA celular, ocasionando o desenvolvimento de cânceres.
Em Belém, o calor intenso marca o segundo semestre do ano, conhecido como “verão amazônico”. Nesta época do ano, a temperatura tem chegado a 28 graus às 10h, com pico entre 13h e 15h, quando a máxima registrada é de 32 a 33 graus.
De óculos escuros, viseira e roupas leves, Kendrea Moura, de 36 anos, se protege do sol diariamente ao ir para o trabalho. Servidora pública, ela transita todas as manhãs pelo centro comercial de Belém e precisa estar preparada para enfrentar as altas temperaturas logo no início do dia. Apesar do “solzão” na maior parte do tempo, é entre 10h e meio-dia que a temperatura fica mais intensa.
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“Água nunca pode faltar. Inclusive, eu sempre ando com a garrafinha térmica dentro da minha mochila. O protetor solar é outra coisa que não pode faltar, as viseiras e os óculos escuros também, tudo para me proteger desse ‘calorzinho’. Entre as dez e o meio-dia o calor é muito mais forte, acredito que seja o pico do calor aqui pelo comércio durante a manhã. Eu já saio toda arrumada de casa, mas sempre uso uma calça legging, uma camisa que tenha um pano mais fino, mais leve, para ficar mais social, mas ao mesmo tempo suportar o calor e me deixar mais protegida”, relatou.
O motoqueiro por aplicativo, Alfredo de Oliveira, 55 anos, trafega pelas ruas da cidade todo equipado contra o sol, vestindo manguito e luvas grossas. Apesar de todo o cuidado, a prevenção contra os raios solares só foi levada a sério depois do trabalhador ter passado por um episódio de insolação. Agora, ele não sai de casa sem as proteções, além de uma garrafa de água sempre a tiracolo.
“Eu já peguei uma insolação, fui ao médico e ele me disse que era justamente por causa do sol. Aí eu comecei a me prevenir e me cuidar. Hoje, eu não saio sem as minhas proteções, e se eu me esquecer de levar, eu volto em casa para pegar. Eu trabalho com aplicativo e é uma lida muito desgastante estar sempre debaixo de sol. Então quando eu volto para casa pro descanso, não dá nem mais vontade de sair. O que eu faço é rodar de manhã, quando tem um movimento maior, e já volto de tardezinha, quando o clima está mais fresco. Eu já estou com uma certa idade e tenho que me cuidar e passar essas prevenções para a família também”, disse.
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HIDRATAÇÃO
De passagem pelo centro comercial de Belém, Nazaré Lobato, 58 anos, parou para tomar um suco de laranja. Segundo a dona de casa, a bebida é uma das alternativas para lidar com o calor e a desidratação ocasionada pelas altas temperaturas. “Eu tenho tomado muita água, suco e usado o ventilador direto porque tá muito quente, é época de muito calor em Belém. Quando eu estou na rua, como hoje, também mantenho a boa hidratação com água e suco. Nós estamos vivendo um período de muito calor, acho que pode ser algo com a mudança do clima, então temos que nos cuidar, principalmente tomar bastante líquido”.
Água e roupa fresca são algumas das táticas de Débora Medeiros, 26, para lidar com uma sensação térmica que pode chegar a 34 graus. “É muito banho, muita água para hidratar por conta do calor e também sempre usar uma roupinha fresquinha, uma blusinha, um short, e mesmo assim ainda incomoda. O calor está insuportável, principalmente nessa parte da cidade, mais no centro, é um calor muito forte. De tarde, a partir do meio-dia, uma hora, o calor é horrível, ainda mais agora que quase não está chovendo. Quando eu vou trabalhar, coloco uma legging, uma blusinha e lá no trabalho eu mudo a minha roupa para não ficar toda suada”, relatou.
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