Em tempos de conectividade permanente, a tecnologia que encurta distâncias e facilita a comunicação também impõe desafios cada vez mais complexos às forças de segurança. No ambiente digital, crimes graves podem se esconder atrás de telas, arquivos criptografados e redes aparentemente invisíveis, exigindo investigações especializadas para proteger aqueles que são mais vulneráveis.
Foi nesse cenário que a Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), a operação "Stella Secunda", voltada ao combate ao armazenamento e disseminação de pornografia infantil. A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de armazenar e compartilhar esse tipo de conteúdo em dispositivos eletrônicos.
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A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa, em parceria com o Grupo de Trabalho de Vulneráveis (GTV), ligado ao Núcleo de Investigação Policial (NIP), e contou ainda com o apoio técnico da Polícia Científica do Estado do Pará (PCEPA).
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PORNOGRAFIA INFANTIL
Segundo a delegada Luciana Tunes, responsável pela investigação, a ofensiva policial atende à necessidade de repressão qualificada a crimes que atingem diretamente a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Durante o cumprimento dos mandados, as equipes estiveram nas residências de três homens, sendo que um deles recebeu voz de prisão em flagrante após a constatação de vasto conteúdo de pornografia infantil em seu computador, além de evidências de compartilhamento do material.
No local, um HD, um notebook e um celular foram submetidos à perícia da PCEPA. De acordo com o perito criminal Natanael Neto, os equipamentos passaram por procedimentos técnicos específicos, incluindo o uso de bloqueador de escrita e ferramentas de varredura que comparam os arquivos encontrados com bases já catalogadas. A análise confirmou a presença e o envio de diversos vídeos de abuso sexual infantil, elementos que fundamentaram a prisão.
COMO FUNCIONA O ESQUEMA CRIMINOSO
O investigado, localizado no bairro do Barreiro, atua como programador e utilizava redes ponto-a-ponto (P2P) para armazenar e distribuir o material ilegal. Nesse tipo de rede, os arquivos ficam hospedados diretamente nos computadores dos usuários, o que facilita a circulação do conteúdo entre os participantes e dificulta o rastreamento imediato.
O homem vai responder pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele foi encaminhado à Deaca Santa Casa, onde passou pelos procedimentos legais, e permanece à disposição do Poder Judiciário.
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