A ansiedade de separação em cães tem se tornado cada vez mais comum e preocupa tutores diante de comportamentos como latidos excessivos, destruição de objetos, agitação constante e tentativas de fuga. Especialistas apontam que as mudanças na rotina das famílias e a crescente humanização dos pets contribuíram para o aumento dos casos nos últimos anos. Apesar disso, estratégias simples podem ajudar a reduzir o problema e melhorar a qualidade de vida dos animais.
De acordo com o especialista em comportamento animal Cleber Santos, em entrevista ao portal Alto Astral, os sinais de ansiedade dificilmente aparecem de forma repentina. Alterações sutis, como inquietação, aumento da vocalização e mudanças de comportamento, costumam surgir antes dos quadros mais graves.
“Não importa se o tutor é famoso ou não, os comportamentos que geram desequilíbrio são muito parecidos. O que muda é o acesso à informação e a rapidez com que essas pessoas buscam ajuda”, afirma o especialista, que já atendeu pets de personalidades como o DJ Alok, a apresentadora Eliana e a influenciadora Camila Loures.
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Segundo Santos, alguns hábitos podem fazer diferença na redução da ansiedade dos animais. Entre as principais recomendações está a criação de uma rotina previsível. Com o aumento do home office e da convivência constante dentro de casa, muitos cães passaram a ter dificuldade para lidar com a ausência dos tutores.
Manter horários fixos para alimentação, passeios e descanso ajuda o animal a compreender a dinâmica do dia a dia, reduzindo a insegurança. “Quando não há previsibilidade e segurança, o pet entra em estado de alerta, o que pode evoluir para quadros de ansiedade”, explica.
O especialista também destaca a importância de impor limites claros na relação entre tutor e animal. Embora o vínculo afetivo seja positivo, a falta de direcionamento pode estimular dependência emocional excessiva. Ensinar o cão a permanecer sozinho em determinados momentos faz parte do processo de adaptação e contribui para o equilíbrio emocional.
Outro ponto fundamental é o estímulo físico e mental. A falta de atividades é considerada um dos principais gatilhos da ansiedade de separação. Passeios frequentes, brincadeiras e brinquedos interativos ajudam a gastar energia e manter o pet mentalmente ocupado.
“Muitas vezes, o tutor enxerga destruição ou latidos como desobediência, mas o que existe é uma rotina desequilibrada. O problema não está no comportamento, mas na falta de direcionamento dessa energia”, reforça Cleber Santos.
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Além disso, o ambiente em que o animal permanece sozinho influencia diretamente no bem-estar. Espaços organizados, tranquilos e com menos estímulos externos tendem a proporcionar mais segurança ao pet. A consistência nas regras da casa também é importante para evitar confusão e estresse.
“Animais que vivem em ambientes tranquilos reagem melhor às ausências e apresentam menos comportamentos indesejados”, conclui o especialista.
Porém, nem todos os casos podem ser resolvidos apenas com mudanças na rotina. Situações mais graves exigem acompanhamento profissional, especialmente quando o animal apresenta destruição intensa de objetos, automutilação, lambedura compulsiva, recusa alimentar, eliminações inadequadas ou vocalização prolongada.
Nesses casos, o tratamento pode incluir reeducação comportamental e, em algumas situações, suporte veterinário com manejo medicamentoso. A recomendação é buscar ajuda especializada logo nos primeiros sinais para aumentar as chances de recuperação do animal.
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