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QUASE 8 MIL CRIMES CONTRA CRIANÇAS

Ex-assessor da Justiça de Portugal é acusado integrar rede de pedofilia

Paulo Abreu dos Santos foi preso após investigação internacional identificar sua participação em redes de pedofilia; julgamento deve ocorrer ainda este ano

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Imagem ilustrativa da notícia Ex-assessor da Justiça de Portugal é acusado integrar rede de pedofilia camera ( Reprodução)

Um ex-integrante da estrutura do Ministério da Justiça de Portugal tornou-se alvo de um dos maiores processos envolvendo crimes sexuais contra crianças já registrados no país. O Ministério Público português formalizou a acusação contra Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto ministerial, por 7.986 crimes relacionados à exploração e ao abuso sexual infantil.

De acordo com a acusação, Paulo Abreu dos Santos atuou como assessor da então ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, entre 2022 e 2024. Ele foi preso em janeiro de 2025 após autoridades norte-americanas identificarem atividades suspeitas em redes dedicadas à disseminação de conteúdo de abuso sexual infantil.

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Durante buscas realizadas em sua residência, localizada em Seixal, a Polícia Judiciária apreendeu mais de oito mil arquivos contendo imagens e vídeos de exploração sexual de crianças.

Segundo o Ministério Público, 7.095 das acusações estão relacionadas à posse e ao compartilhamento de pornografia infantil por meio de aplicativos de mensagens. As investigações apontam que o acusado participava de pelo menos 13 grupos voltados à troca desse tipo de conteúdo desde 2021.

Abusos teriam ocorrido dentro de templo religioso

Além dos crimes ligados ao armazenamento e à divulgação de material ilegal, o processo inclui 889 acusações referentes à produção de conteúdos envolvendo uma criança de 10 anos que o acusado conheceu em um templo religioso.

O Ministério Público também atribui a Santos dois crimes de abuso sexual consumado contra a mesma vítima, supostamente praticados dentro do espaço de culto.

O julgamento está previsto para ocorrer ainda em 2025. O caso provocou forte repercussão em Portugal e reacendeu debates sobre os mecanismos de controle e verificação de antecedentes em cargos de confiança da administração pública, especialmente em órgãos ligados ao sistema de justiça.

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