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GUERRA EM EXPANSÃO

Grécia abate drones iranianos que atacavam base do Reio Unido

Forças da Grécia interceptam drones iranianos em Chipre, sinalizando expansão do conflito no Oriente Médio. Atenas envia reforços para proteger a ilha.

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Imagem ilustrativa da notícia Grécia abate drones iranianos que atacavam base do Reio Unido camera Para defender a ilha, Atenas decidiu enviar duas fragatas e dois caças para a região. | (Reprodução)

Forças da Grécia abateram nesta segunda-feira (2) dois drones iranianos que repetiam um ataque feito mais cedo contra a base que o Reino Unido mantém em Chipre. Para defender a ilha, Atenas decidiu enviar duas fragatas e dois caças para a região.

Se militarmente são movimentos ínfimos perto da violência que engolfa o Oriente Médio desde que Donald Trump e Binyamin Netanyahu atacaram o Irã no sábado (28), eles sinalizam uma expansão do conflito para além de seu teatro de operações central.

Chipre fica 1.600 km a oeste de Teerã, bem longe do foco das ações, e não é casual o teste imposto pelos iranianos ao Reino Unido —membro da aliança militar Otan, assim como Grécia e EUA. No fim de semana, já havia ocorrido uma tentativa de ataque à base de Akrotiri, operada por Londres, e nesta manhã de segunda ela foi alvejada por um drone suicida Shahed-136.

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Não houve danos, mas os ataques continuaram, com a interceptação grega. O aeroporto civil da ilha foi fechado por precaução. O ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, disse que o país irá defender Chipre "com todos seus meios".

A pressão coloca foco no isolamento dos EUA e de Israel na guerra. Em 2003, quando atacou também sem mandado o Iraque, Washington contou com as forças de Londres, sua aliada histórica.

Agora, o premiê Keir Starmer vetou o uso de bases britânicas estrategicamente próximas do Oriente Médio para que bombardeiros americanos atacassem o Irã.

Com isso, os quatro modelos furtivos ao radar B-2 empregados em ação no domingo (1) voaram desde os EUA, algo mais custoso devido ao envolvimento de reabastecimento aéreo e proteção no caminho.

Trump queixou-se publicamente de Starmer, em particular porque o premiê não só impediu o uso de Diego Garcia, base no Índico, mas também assinou no ano passado um acordo para devolver o território às ilhas Maurício. As instalações militares, contudo, continuam sendo britânicas.

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Na noite de domingo, ante a pressão, o premiê disse que permitiria o uso de suas bases para ataques com fins defensivos, uma definição no mínimo elástica. Trump ainda assim o admoestou, se dizendo "muito decepcionado" pelo atraso na liberação.

Até aqui, a postura britânica é só defensiva. Além dos incidentes em Chipre, no Qatar, um caça Eurofighter Typhoon do país interceptou um drone que se dirigia à base onde há soldados do Reino Unido.

Israel cobra apoio dos europeus. Nesta segunda, o embaixador do Estado judeu na Alemanha, Ron Prosor, disse que o Irã está tentando dragar a Europa para o conflito. "Espero que a Europa veja isso e responda a contento", disse.

Prosor também criticou o que vê como paciência exagerada dos europeus com o Irã. "Por 47 anos, esse regime dos mulás vem negociando com a Europa, contando histórias das Mil e Uma Noites", afirmou.

O governo alemão não comentou a crítica, mas a chancelaria disse no fim de semana que iria tomar medidas para proteger os soldados alemães que estão baseados na Jordânia e no Qatar.

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