plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 26°
cotação atual R$


home
ASSASSINATO DE PARLAMENTAR

Quem é Talvane Albuquerque, citado por Janones sobre Bolsonaro

Janones mobilizou apoiadores de Lula para pesquisar a relação entre Flávio e o deputado que foi cassado por ser condenado por assassinato

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Quem é Talvane Albuquerque, citado por Janones sobre Bolsonaro camera Bolsonaro teria defendido o condenado de matar deputada federal para assumir cargo | Divulgação/Cada Minuto

Uma mobilização nas redes sociais trouxe de volta um episódio da história política brasileira ocorrido há mais de duas décadas. Nesta quinta-feira (22), o deputado federal André Janones (Rede-MG) incentivou apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula”, a pesquisar no Google os nomes de Jair Bolsonaro e Talvane Albuquerque.

A iniciativa recuperou um discurso feito pelo então deputado Bolsonaro, em 1999, durante a discussão sobre a cassação do mandato de Talvane. O caso em questão envolve o assassinato da deputada federal Ceci Cunha, de Alagoas, e de três familiares dela, em dezembro de 1998.

Conteúdo Relacionado

Assassinato de deputada motivou investigação

Ceci Cunha foi morta a tiros em 16 de dezembro de 1998, em Maceió, junto com o marido, Juvenal Cunha, e outros dois familiares, Iran Carlos Maranhão e Ítala Maranhão, que ficou conhecido como Chacina da Gruta. As investigações apontaram que Talvane Albuquerque, então primeiro suplente da coligação pela qual Ceci havia sido eleita, planejou o assassinato para ocupar a vaga da parlamentar na Câmara dos Deputados.

Talvane chegou a assumir o mandato em fevereiro de 1999, mas teve o cargo cassado em abril daquele ano. Posteriormente, foi condenado pelos assassinatos. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revisou o cálculo da pena, que ficou em 92 anos, nove meses e 27 dias de prisão.

O que Bolsonaro disse na Câmara?

Em 7 de abril de 1999, durante a sessão que analisou a perda do mandato de Talvane, Bolsonaro, então deputado federal pelo PPB do Rio de Janeiro, subiu à tribuna para contestar a cassação. O parlamentar argumentou que a decisão não deveria se basear apenas na suspeita de envolvimento do colega no crime.

Em sua manifestação, questionou a relação entre Talvane e um homem apontado nas investigações como ligado ao assassinato. Bolsonaro também afirmou que praticamente não tinha contato com o então deputado e que não possuía amizade com ele. Ainda assim, declarou considerar injusta a retirada do mandato nas condições discutidas naquele momento.

A manifestação pública contrária à cassação é o principal elemento que conecta Bolsonaro ao episódio. No entanto, o registro de seu discurso não permite afirmar como ele votou na sessão, já que a votação foi secreta. A Câmara aprovou a cassação de Talvane por quebra de decoro parlamentar. O resultado foi de 427 votos favoráveis à perda do mandato, 29 contrários, 21 abstenções e um voto em branco.

Estratégia política já havia sido usada em 2022

A associação entre Bolsonaro e o caso Talvane Albuquerque não surgiu agora. Durante a campanha presidencial de 2022, Janones já havia divulgado o discurso do então presidente contra a cassação do ex-deputado e incentivado o compartilhamento do material.

O episódio também foi citado em debates eleitorais daquele ano, quando adversários de Bolsonaro questionaram sua posição na Câmara. A retomada da história em 2026 repete uma estratégia de recuperar declarações antigas para alimentar discussões políticas no período eleitoral.

A diferença agora está no uso coordenado de mecanismos de busca e redes sociais para aumentar a visibilidade do assunto. A orientação para pesquisar determinada expressão pode elevar o interesse registrado pelas plataformas, mas esse movimento, por si só, não comprova a veracidade de acusações nem demonstra que houve manipulação ilegal.

Mobilização digital é questionada na Justiça Eleitoral

A atuação do canal “Exército do Lula” também passou a ser alvo de questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro. A equipe do candidato acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que mobilizações para impulsionar buscas e publicações poderiam configurar uma tentativa de interferência artificial no debate digital.

Quer saber mais de política? Acesse o nosso canal no WhatsApp

Nesta quinta-feira (22), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresentasse, em até 24 horas, informações técnicas sobre o funcionamento do canal. Google e X também foram acionados para prestar esclarecimentos sobre possíveis movimentações atípicas relacionadas a conteúdos políticos.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!