A investigação sobre a morte de uma bebê de 10 meses no Ceará teve uma mudança de rumo após a conclusão do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O documento, divulgado nesta sexta-feira (17), descartou a hipótese de violência sexual e apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica indireta.
Apesar da nova conclusão pericial, o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil para esclarecer como ocorreu a morte da criança e se houve responsabilidade criminal dos envolvidos.
Laudo descarta estupro
Segundo a Pefoce, os exames sexológicos não identificaram sinais de violência sexual. Também não foram encontrados vestígios de sêmen nem material genético dos dois homens presos no corpo da bebê.
Além disso, exames laboratoriais não detectaram a presença de álcool ou drogas no organismo da criança.
A Secretaria da Segurança Pública informou que as prisões em flagrante ocorreram com base nas informações iniciais repassadas pelo hospital onde a bebê foi atendida. O protocolo médico mencionava uma laceração anal e indicava suspeita de abuso sexual associada à morte por asfixia.
Com o resultado dos exames periciais, essa hipótese foi descartada.
Investigação continua
A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) agora concentra a investigação nas circunstâncias da morte da bebê. A dinâmica do caso e uma possível negligência por parte da mãe ainda serão analisadas pelas autoridades.
Dois homens seguem presos preventivamente: Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, namorado da mãe da criança, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo dele.
A defesa de Francisco Ray afirmou que a conclusão do laudo reforça a versão apresentada desde o início, de que Roberto Levy teria deitado sobre a criança, embriagado, provocando a asfixia de forma acidental. Segundo a advogada Gleicy Kelly Leitão, a investigação pode passar a tratar o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Justiça mantém prisões
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) confirmou que os dois investigados permanecem presos preventivamente após audiência de custódia realizada na última terça-feira (14).
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Nesta sexta-feira (17), novos documentos foram anexados ao processo e serão analisados pelas instituições responsáveis. Em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o tribunal informou que o caso tramita sob sigilo e não divulgou mais detalhes.
A defesa da mãe da bebê afirmou que continuará acompanhando as investigações e adotará as medidas judiciais necessárias para que os fatos sejam esclarecidos e a memória da criança seja preservada.
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