Um diálogo entre um piloto e o controle de tráfego aéreo chamou a atenção após revelar o avistamento de luzes incomuns durante um voo realizado na noite da última segunda-feira (13), na região entre Londrina e Maringá, no norte do Paraná. A conversa, registrada nas frequências de comunicação aeronáutica, mostra que o comandante decidiu informar imediatamente o fenômeno por não conseguir identificar a origem dos pontos luminosos.
Durante a comunicação, o piloto questiona se outras aeronaves também haviam percebido as luzes. Em resposta, o controlador informa que um relato semelhante já havia sido recebido pouco antes. Apesar disso, não existia registro de tráfego aéreo previsto na área onde os objetos foram observados.
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No áudio, o comandante descreve luzes de forte intensidade que aparentavam estar em grande altitude e realizavam deslocamentos considerados incomuns. Em determinado momento, ele afirma que tanto ele quanto o outro tripulante sentiram um "calafrio" diante da situação, destacando que os movimentos eram muito rápidos e difíceis de explicar.
Especialistas em astronomia e observação do céu avaliam, no entanto, que o episódio não representa evidência de objetos de origem extraterrestre. Uma das hipóteses consideradas mais prováveis é que as luzes tenham sido produzidas por satélites da constelação Starlink refletindo a luz solar, fenômeno que pode gerar brilho intenso e a impressão de movimentos incomuns, dependendo da posição do observador.
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A ocorrência também reforça um procedimento padrão da aviação: sempre que pilotos identificam qualquer objeto ou fenômeno que não conseguem reconhecer, a orientação é comunicar imediatamente o controle de tráfego aéreo. Esses registros ajudam as autoridades a verificar se há outras aeronaves, balões, satélites ou qualquer outro elemento que possa representar risco à segurança dos voos.
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