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ABUSO NO MARANHÃO

Empresária suspeita de espancar empregada grávida é presa 

Carolina Sthela dos Anjos se apresentou à polícia após prisão preventiva; caso envolvendo tortura, ameaças e áudios chocantes ganhou repercussão nacional

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Imagem ilustrativa da notícia Empresária suspeita de espancar empregada grávida é presa  camera A investigada é suspeita de espancar uma empregada grávida após acusá-la de furto | Reprodução/Facebook

A prisão da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos encerrou, ao menos temporariamente, uma sequência de dias marcados por indignação, revolta popular e cobranças por justiça no Maranhão. O caso, que começou como uma denúncia de agressão contra uma empregada doméstica grávida, rapidamente ultrapassou os limites policiais e ganhou repercussão nacional após a divulgação de áudios atribuídos à investigada, nos quais ela detalharia a violência praticada dentro da própria residência.

A decisão que decretou a prisão preventiva foi expedida nesta quinta-feira (7), pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Carolina se apresentou às autoridades e acabou presa. A informação foi confirmada por sua defesa, representada pela advogada Nathaly Moraes, que informou que irá solicitar a substituição da prisão preventiva por outras medidas cautelares.

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O caso aconteceu no dia 17 de abril, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo o relato da vítima, uma jovem de 19 anos grávida, ela teria sido violentamente espancada após ser acusada de furtar joias da patroa.

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ÁUDIOS AMPLIAM REPERCUSSÃO DO CASO

As investigações ganharam novos contornos após a Polícia Civil ter acesso a áudios atribuídos à empresária. Nas gravações, Carolina relataria detalhes da agressão em conversas mantidas em grupos de mensagens.

Segundo os investigadores, os áudios descrevem cenas de extrema violência física e psicológica. A empresária teria afirmado que contou com a ajuda de um homem armado durante as agressões. Em um dos trechos divulgados pela imprensa maranhense, ela relata puxões de cabelo, tapas, murros e ameaças feitas contra a vítima.

De acordo com a denúncia, a doméstica foi obrigada a se ajoelhar enquanto sofria agressões físicas. A jovem afirmou que, durante o ataque, seu maior medo era perder o bebê que espera. "Meu desespero era o que ia acontecer com o meu neném", relatou a vítima em entrevista reproduzida pela imprensa local.

JOIA TERIA SIDO ENCONTRADA DEPOIS

A acusação de furto teria começado após o desaparecimento de um anel dentro da residência da empresária. Porém, posteriormente, a joia teria sido localizada em um cesto de roupas da própria casa, fato que ampliou ainda mais a repercussão do episódio.

Segundo a vítima, ela havia aceitado um trabalho temporário justamente para conseguir dinheiro para montar o enxoval do filho. Após denunciar o caso, a jovem afirmou estar vivendo sob medo constante. Ela declarou temer represálias e disse não se sentir segura sequer para sair às ruas sozinha.

POLÍCIA AFASTA PMS APÓS SUSPEITA DE FAVORECIMENTO

Outro desdobramento que aumentou a gravidade do caso foi o afastamento de quatro policiais militares que atenderam a ocorrência inicial. A medida foi tomada após a divulgação de áudios em que Carolina afirmaria ter evitado prisão em flagrante por conhecer um dos agentes que estiveram na residência.

Nas gravações, ela relata que um policial teria dito que, devido aos hematomas apresentados pela vítima, o procedimento correto seria conduzi-la imediatamente à delegacia, o que não ocorreu. O episódio provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre possível favorecimento indevido no atendimento da ocorrência.

OAB PEDIU PRISÃO PREVENTIVA

Antes mesmo da decisão judicial, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Maranhão já havia anunciado que pediria a prisão preventiva da empresária.

O órgão também divulgou informações sobre processos anteriores envolvendo Carolina Sthela Ferreira dos Anjos. Segundo relatório citado pela comissão, ela já teria sido condenada anteriormente por crimes relacionados a furto qualificado, abuso de confiança e calúnia.

Ainda de acordo com o documento, a empresária também responderia a ações cíveis, execuções financeiras e processos ligados à violência doméstica.

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

A Polícia Civil do Maranhão segue investigando o caso por meio da 21ª Delegacia do Araçagy. As autoridades apuram os crimes que podem ter sido cometidos durante a agressão, incluindo suspeitas de tortura, ameaça e violência contra gestante.

Enquanto isso, o caso continua provocando forte mobilização nas redes sociais e reacendendo debates sobre violência contra mulheres, relações de trabalho doméstico e abuso de poder financeiro.

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