Em um país ainda atravessado por cicatrizes recentes e memórias que insistem em não se dissipar, a pandemia de Covid-19 permanece como um dos capítulos mais dolorosos da história contemporânea brasileira. Entre números e lições ainda em disputa, o poder público busca transformar o luto coletivo em lembrança permanente, em um esforço de dar sentido a perdas que ultrapassam estatísticas e alcançam milhões de histórias interrompidas.
Foi nesse contexto que o Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (15), o projeto que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A proposta, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e relatada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), segue agora para sanção presidencial.
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DATA SIMBÓLICA E MARCO HISTÓRICO
A data escolhida, 12 de março, remete ao registro da primeira morte causada pela doença no Brasil. A escolha não é casual: busca estabelecer um marco histórico que permita à sociedade revisitar, ano após ano, o início de uma crise sanitária que transformou rotinas, relações e estruturas em escala global.
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PRESERVAR A MEMÓRIA COLETIVA E EDUCAR PARA O FUTURO
Segundo o relator da proposta, a criação da data possui caráter simbólico e educativo. A iniciativa pretende não apenas homenagear as vítimas, mas também reforçar a importância da memória coletiva como ferramenta de conscientização e prevenção.
O parecer destaca que a pandemia representou o maior desafio sanitário deste século no país, com mais de 700 mil mortes registradas. Além das perdas humanas, o texto menciona impactos severos como a sobrecarga do sistema de saúde e as dificuldades no acesso a leitos hospitalares e equipamentos.
HOMENAGEM E ALERTA PERMANENTE
Para o senador Jaques Wagner (PT-BA), a instituição da data cumpre uma dupla função: honrar aqueles que perderam a vida e manter viva a cultura da prevenção.
"Homenageá-los e, ao mesmo tempo, deixarmos sempre o alerta para que nunca mais aconteça, se possível, no sentido de sempre trabalharmos com a projeção necessária" afirmou.
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