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EQUILÍBRIO AMBIENTAL

Ibama autoriza captura de pirarucu no Lago Paranoá, em Brasília

Medida visa proteger ecossistema local.

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Imagem ilustrativa da notícia Ibama autoriza captura de pirarucu no Lago Paranoá, em Brasília camera A norma determina que todo pirarucu capturado deve ser obrigatoriamente abatido. Por isso, o animal não pode ser devolvido à água em hipótese alguma. | Sígla Regina dos Santos Souza / Embrapa

Pescadores profissionais e amadores receberem uma notícia positiva do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nesta quarta-feira (19) e já se organizam para se dirigir ao Lago Paranoá, em Brasília.

Isso porque já é possível capturar e abater pirarucus no local sem limite de quantidade. A autorização do Ibama vale por três anos e se estende a diversas regiões hidrográficas do país. A medida foi publicada em instrução normativa no Diário Oficial da União (DOU).

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A norma determina que todo pirarucu capturado deve ser obrigatoriamente abatido. Por isso, o animal não pode ser devolvido à água em hipótese alguma. Afinal, o Ibama considera o pirarucu nocivo ao meio ambiente quando está fora de seu habitat natural, que é a bacia Amazônica.

Como resultado, a espécie passou a ser classificada como invasora no Lago Paranoá. A presença desses peixes aconteceu de forma irregular e criminosa na região.

Segundo a Subsecretaria de Pesca e Aquicultura da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), os pirarucus chegaram ao lago por soltura intencional indevida.

Outra possibilidade é que tenham escapado após o rompimento de estruturas particulares, como aquários e tanques artificiais localizados às margens do lago.

Riscos para biodiversidade local

O Lago Paranoá é um reservatório artificial urbano com características ecológicas diferentes da várzea amazônica. Dessa forma, a presença do pirarucu traz diversos riscos para o ambiente.

A Sema-DF lista os principais problemas causados pela espécie:

  • Predação de espécies nativas do lago;
  • Alteração da cadeia alimentar estabelecida;
  • Desequilíbrio ecológico pela ausência de predadores naturais;
  • Possível redução da biodiversidade aquática.

A subsecretaria identificou exemplares com mais de 1 metro de comprimento no Lago Paranoá.

Por isso, entrou em contato com o Governo do Acre e com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Registros da presença desses peixes foram publicados em 2021, 2024 e 2025.

Reprodução é improvável, mas risco permanece

Em 2021, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) analisaram a situação. Eles explicaram que é comum encontrar pirarucus em chafarizes e lagos artificiais.

Esses peixes de água doce costumam ser dóceis quando encontram animais ou pessoas. Os especialistas afirmaram que a reprodução dos pirarucus é muito específica.

Assim, consideraram improvável a difusão da espécie no Lago Paranoá. Contudo, o Ibama decidiu adotar medidas preventivas para evitar qualquer risco ao ecossistema local.

Medida abrange todo o país

A autorização para captura não vale apenas para o Lago Paranoá. Portanto, pescadores de diversas regiões hidrográficas do Brasil também estão autorizados a abater a espécie.

As áreas incluídas na norma são:

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental;
  • Região Hidrográfica do Parnaíba;
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental;
  • Região Hidrográfica do São Francisco;
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste;
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste;
  • Região Hidrográfica do Paraná (onde está o Lago Paranoá);
  • Região Hidrográfica do Uruguai;
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul;
  • Região Hidrográfica do Paraguai;
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira;
  • Montante da barragem de Santo Antônio, em Rondônia.

Presidente Lula relatou problema com espécie

O pirarucu virou assunto em um jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com lideranças da Câmara dos Deputados em fevereiro deste ano. Em tom de brincadeira, o presidente contou que os peixes criados no lago da Granja do Torto se tornaram um problema.

Segundo relatos de deputados presentes, Lula disse que sempre gostou de pescar e que o pirarucu está entre suas espécies preferidas.

Ele afirmou ter recebido cerca de 20 exemplares pequenos como presente do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Com o tempo, porém, os peixes cresceram além do esperado.

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Por isso, os pirarucus passaram a devorar outras espécies que viviam no lago da residência oficial da Presidência. Lula contou que os animais chegaram a pesar cerca de 45 quilos e brinca que ficaram tão grandes que começaram a comer os patos da primeira-dama Janja Lula da Silva.

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