O Paysandu formalizou, neste domingo (11/10), uma contestação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra as decisões que envolveram a retomada da partida contra o Brusque pela Série C do Campeonato Brasileiro.
Em ofício, o clube bicolor manifestou discordância em relação à Informação de Modificação de Tabela (IMT 25BSC/26) e afirmou que entraria em campo sob protesto para concluir a partida apenas para evitar possíveis sanções esportivas, mantendo o protesto e a reserva de todos os seus direitos.
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PAYSANDU QUESTIONA RESPONSABILDADE PELA PARALISAÇÃO
A partida disputada em Brusque, Santa Catarina, foi interrompida, nos minutos finais do primeiro tempo, após a identificação de oscilações em uma torre de filmagem instalada no setor visitante do estádio. Segundo o posicionamento do Paysandu, o risco foi reconhecido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e decorreu de falhas de organização e segurança atribuídas ao clube mandante.
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Com base nos artigos 203 e 211 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), a diretoria bicolor defende que o confronto deveria ter sido encerrado definitivamente, com a perda dos pontos pelo Brusque e a atribuição do resultado esportivo favorável ao Papão. A equipe alviceleste vencia por 1 a 0 quando ocorreu a interrupção, mas a decisão determinou a retomada do jogo.
JOGO COM PORTÕES FECHADOS GERA RECLAMAÇÃO
Outro ponto contestado pelo Paysandu é a determinação de que a partida seja complementada sem a presença de torcedores. O clube afirma que a medida provoca prejuízo esportivo, especialmente porque torcedores bicolores viajaram do Pará até Santa Catarina e ocuparam o setor visitante para apoiar a equipe.
Na avaliação apresentada no documento, a mudança no planejamento também provocou desgaste logístico e físico à delegação. O Paysandu ainda questiona a diferença de condições em relação ao confronto entre Ferroviária e Inter de Limeira, que integra o mesmo grupo e teve presença de público. Para o clube, a realização das partidas em circunstâncias distintas compromete a igualdade de condições entre os concorrentes.
PAYSANDU CONTESTA PARALISAÇÃO DE FERROVIÁRIA X INTER DE LIMEIRA
O ofício também questiona a interrupção do duelo entre Ferroviária e Inter de Limeira, em Araraquara, no interior de São Paulo. O Paysandu sustenta que a paralisação não estaria amparada pelas hipóteses previstas no Manual de Competições e argumenta que a falta de simultaneidade entre os jogos permite que adversários diretos conheçam previamente o resultado de outra partida antes de entrar em campo.
Diante dos questionamentos, o clube solicitou à CBF o envio de laudos de segurança, relatórios oficiais e documentos de auditoria relacionados aos dois confrontos. A diretoria e o departamento jurídico também reservaram o direito de buscar, perante os tribunais desportivos, a responsabilização do Brusque e a aplicação das medidas cabíveis.
O Paysandu confirmou, por fim, que cumprirá a determinação de concluir a partida, mas ressalta que essa decisão não representa concordância com as medidas adotadas pelas entidades responsáveis pela competição.
RESUMO DOS ARGUMENTOS JURÍDICOS DO PAYSANDU (OFÍCIO CBF/STJD):
- Atuação sob protesto formal: o clube confirmou que entrou em campo na retomada do jogo contra o Brusque unicamente para evitar sanções desportivas por descumprimento, ressalvando expressamente todos os seus direitos jurídicos.
- Falha grave de segurança do mandante: a interrupção da partida original ocorreu devido à instabilidade e ao risco na estrutura da torre de filmagem do setor visitante, perigo confirmado pelo Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e atribuído a falhas na organização do Brusque.
- Pedido de vitória por W.O. (artigos 203 e 211 do CBJD): o Paysandu argumenta que o regulamento exige o encerramento definitivo do confronto e a atribuição da perda dos pontos ao clube mandante pelo descumprimento das normas de segurança, em vez de uma simples suspensão para retomada posterior.
- Prejuízo desportivo e perda de apoio: a realização da partida com portões fechados retirou do Paysandu o apoio dos torcedores paraenses que viajaram a Santa Catarina, justamente quando a equipe vencia por 1 a 0. A medida, segundo o clube, comprometeu a isonomia, pois a partida concorrente do grupo contou com a presença de público.
- Ilegalidade na paralisação de jogo concorrente: o clube sustentou que a interrupção do confronto entre Ferroviária e Inter de Limeira não se enquadrava nas hipóteses previstas no Manual de Competições. A quebra de simultaneidade teria permitido que adversários diretos atuassem com conhecimento prévio do resultado do Paysandu.
- Requisição de auditoria e punição: o departamento jurídico solicitou os laudos de segurança do estádio, as súmulas e os relatórios oficiais das partidas, reservando-se o direito de buscar a responsabilização e a punição do Brusque perante os tribunais desportivos.
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