O Paysandu entrou com um mandado de segurança na tentativa de conseguir a liberação de Nico Schiappacasse após a Justiça do Trabalho negar o pedido de rescisão indireta do contrato do atacante com o Amazonas.
A movimentação ocorre no momento decisivo da Série C, com o clube buscando uma solução para contar com o jogador. A medida foi apresentada após a decisão da 4ª Vara do Trabalho de Manaus, que não concedeu a liminar solicitada por Nico para romper imediatamente o vínculo com a Onça-Pintada.
Sem essa desvinculação, o atacante não consegue avançar na regularização necessária para defender o Paysandu. Uma fonte ligada ao processo confirmou ao DOL que o clube paraense recorreu da decisão.
Apesar disso, a avaliação é de que o instrumento utilizado pelo Papão não resolve, por si só, a necessidade de liberar o jogador para a disputa da Série C. "Entraram com um mandado de segurança, mas na minha visão não supre a necessidade!", afirmou a fonte ligada ao processo, ao avaliar a estratégia adotada pelo Lobo.
A decisão da Justiça havia apontado que não seria possível reconhecer imediatamente uma falta grave do Amazonas sem ouvir o clube e analisar as provas apresentadas. Nico alega atrasos de salários e de outras obrigações contratuais, como problemas relacionados aos depósitos do FGTS.
Enquanto a disputa judicial continua, o atacante permanece sem a condição necessária para ser registrado pelo Paysandu. O clube paraense havia firmado um pré-contrato com Nico, mas a efetivação do acordo dependia da saída do jogador do Amazonas e da posterior regularização no BID da CBF.
A situação deixa o Paysandu diante de uma corrida contra o tempo para tentar contar com Nico ainda no quadrangular da Série C. O mandado de segurança representa uma nova tentativa de avançar no caso, mas a liberação do atacante segue sem garantia neste momento.
As informações foram apuradas pela reportagem do DOL em conjunto com a jornalista Giovanna Queiroz.
Matéria em atualização.
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