Na Curuzu, onde o torcedor costuma transformar expectativa em pressão e esperança em cobrança a cada rodada, o Paysandu voltou a encontrar um cenário conhecido na Série C: a sensação de que o jogo esteve próximo de se tornar vitória, mas escapou nos detalhes finais. O empate em 1 a 1 com o Barra-SC, pela terceira rodada, manteve o time sem triunfar diante de sua torcida e abriu espaço para uma análise direta e sem rodeios do técnico Júnior Rocha.
Após a partida, o treinador fez questão de reconhecer o desempenho da equipe, mas concentrou sua avaliação naquilo que, segundo ele, tem impedido a evolução do resultado dentro de campo: a falta de precisão no momento decisivo das jogadas ofensivas.
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"ÚLTIMO PASSE" E "ÚLTIMO TOQUE": O DETALHE QUE DEFINE
Ao comentar o desempenho bicolor, Júnior Rocha foi enfático ao apontar o que faltou para transformar superioridade em vitória: “É sempre difícil explicar quando você tem bons números. O que a gente quer é vencer, ganhar jogos e fazer a alegria do torcedor. Tivemos o mérito de sair na frente, mas faltou o último passe, o último toque”.
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A avaliação do treinador resume o sentimento de uma equipe que, apesar de conseguir construir vantagens e volume ofensivo, não consegue convertê-los em resultados consistentes.
A FRUSTRAÇÃO COM A FALTA DE GOL
Na sequência da análise, o técnico reforçou a percepção de desperdício de oportunidades e a necessidade de maior precisão no ataque. “Não tem muito o que dizer: faltou o gol, a bola entrar. Criamos mais, mas não fomos efetivos”, desabafou.
A repetição da ideia de "efetividade" mostra o eixo central da cobrança interna no elenco, que volta a deixar pontos importantes dentro de casa.
RECONHECIMENTO DO MÉRITO DO BARRA-SC
Mesmo diante da frustração com o resultado, Júnior Rocha fez questão de relativizar o empate ao destacar a força do adversário catarinense, valorizando sua trajetória recente. “Não podemos menosprezar o Barra, que é campeão catarinense, está na quinta fase da Copa do Brasil e vai enfrentar o Corinthians, sem contar a estrutura deles, que é muito forte, maior e melhor do que a de muitos clubes que estão na Série A", destacou.
A fala reforça a leitura de que o empate também precisa ser contextualizado dentro da competitividade da Série C.
APOIO DA TORCIDA E BUSCA POR TRANQUILIDADE
O treinador ainda comentou a importância do resultado para o ambiente interno e para a relação com a torcida bicolor, que segue comparecendo à Curuzu mesmo sem vitórias em casa.
"Queríamos muito essa vitória para dar tranquilidade ao torcedor, que continua vindo e nos apoiando incondicionalmente", afirmou
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