A UEFA declarou, neste sábado (1º), ter perdido a confiança em Gianni Infantino após uma crise generalizada em torno do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária criada pela FIFA para vender ações dos maiores campeonatos da entidade, incluindo a Copa do Mundo.
O organismo europeu encabeçou uma forte reação ao plano e, por unanimidade, votou pelo boicote às futuras Copas do Mundo masculinas e femininas.
Leia também:
- Taça da Copa do Brasil chega a Belém e pode ser visitada gratuitamente
- Após ameaça de Portugal e Espanha deixarem Copa 2030, Infantino não venderá parte da Fifa
Além disso, agora, prepara uma ofensiva para destituir ou forçar a renúncia do presidente da entidade máxima do futebol mundial. O projeto FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma subsidiária da FIFA.
Por meio dela, a entidade venderia ações de competições sob sua gestão, como a Copa do Mundo. Porém, a proposta foi elaborada de forma obscura, sem transparência com as demais federações.
Em alguns setores internos da própria FIFA, o projeto recebeu o apelido informal de "Kill The Monster", expressão que, em português, significa "Mate o Monstro".
Assim, a rejeição ao plano não veio apenas de fora, mas também de dentro da entidade.
A reação da UEFA
A UEFA, organismo dirigente do futebol europeu, liderou a resistência ao projeto. Por unanimidade, as 55 associações filiadas à entidade votaram pelo boicote às Copas do Mundo masculinas e femininas.
No entanto, a federação europeia não ficou satisfeita com o recuo da FIFA, anunciado na sexta-feira (31). Portanto, escalou o conflito e passou a articular a destituição de Infantino.
Para isso, a UEFA precisaria do voto favorável de suas 55 associações filiadas e, além delas, de mais 43 federações de outros continentes.
O comunicado emitido pela UEFA neste sábado foi contundente. A entidade afirmou que Infantino não cumpriu promessas feitas anteriormente. Além disso, criticou diretamente o método do presidente nos seguintes trechos:
- "A atual liderança da FIFA não perdeu apenas a confiança da UEFA, mas também a de muitos outros membros da família do futebol";
- "O acordo obscuro, feito nos bastidores e sem transparência, que ele elaborou e tentou impor, esteve longe de ser transparente".
Pressões além do futebol
As repercussões do caso extrapolaram o universo esportivo. Andy Burnham, primeiro-ministro britânico, defendeu publicamente que Infantino deixe a presidência da FIFA.
Já Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou não ter sido consultado sobre o projeto. Contudo, a proximidade entre Trump e Infantino já havia sido questionada antes e durante a Copa do Mundo de 2026.
Segundo o jornal britânico The Telegraph, que revelou detalhes da articulação da UEFA, a crise ainda não chegou ao fim. Pelo contrário, pode se aprofundar nos próximos dias.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar