Muitos jogadores tem se posicionado contra atos racistas que precisam ser combatidos não só no futebol, mas também na vida. A FIFA, inclusive, também instaurou um protocolo para interromper partidas quando isso acontece.
O atacante Berto, do Operário-PR, afirmou ter sido vítima de racismo após a derrota da equipe para o Vila Nova por 2 a 1, no último sábado (18), pela Série B do Brasileirão. A partida foi disputada no estádio OBA, em Goiânia.
A injúria racial teria partido de um torcedor do Vila Nova. Segundo o jogador cabo-verdiano, ele denuncia ter sido chamado de "macaquinho".
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O jogo terminou. Houve xingamentos da parte da torcida [do Vila Nova], da nossa parte também, como é normal no futebol. Aí eu escutei um torcedor do Vila Nova dizer 'macaquinho'. Não tinha visto o gesto, mas quando cheguei no vestiário vi o gesto e foi logo no momento seguinte. Deu para saber que foi um ato racial. É triste, são coisas que vamos viver no futebol e fora dele", disse Berto, à BandNews
O caso foi relatado na súmula pelo árbitro da partida. Jodis Nascimento de Souza afirmou que foi informado pelo delegado da partida sobre o acontecido. Segundo o relato, Berto foi à delegacia para abrir um Boletim de Ocorrência.
"Fomos informados no vestiário pelo delegado, o sr. Leandro Lagares Pires de Souza, que após o término do jogo, já com a equipe de arbitragem no vestiário, o comandante da força policial do BEPE, foi até o vestiário informar que o atleta de número 14, o sr. Hildeberto José Morgado Pereira, alega ter sofrido injúria racial de um torcedor da equipe do Vila Nova FC. O atleta saiu do estádio acompanhado pelo policiamento em direção à delegacia para prestar queixa contra o torcedor", escreveu o árbitro na súmula da partida.
Hugo Jorge Bravo, presidente do Vila Nova, se manifestou sobre o ocorrido. Na zona mista, o mandatário do time goiano apareceu ao lado de Berto e afirmou que fará o possível para identificar o autor do ato racista.
"Nós vamos identificar essa pessoa. Estou extremamente magoado. O Operário-PR é um dos clubes que tem maior credibilidade no país. Estou extremamente envergonhado com o que aconteceu. São pessoas honradas, não vamos admitir esse tipo de coisa na nossa casa. Nosso povo não é um povo racista, não vamos admitir isso", declarou o presidente do Vila Nova
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Confusão após o fim do jogo
O final da partida ficou marcado por uma confusão entre torcedores do Vila Nova e jogadores do Operário-PR. Além de acusação de racismo de Berto, o presidente do time paranaense, Álvaro Góes, foi atingido no rosto por uma garrafa arremessada pela torcida.
Após o término da partida, quando a equipe do Vila Nova FC e a equipe de arbitragem já tinham se dirigido aos seus respectivos vestiários, houve uma confusão entre torcedores do Vila Nova, que estavam atrás do banco de reservas do Operário e os jogadores visitantes de número 14 e 18. O atleta número 18 [Jhan Pool] arremessou uma garrafa contra um torcedor, que jogou a garrafa de volta ao campo de jogo, atingindo um senhor, posteriormente identificado como presidente do Operário. O atleta número 14 [Berto] arremessou um objeto na direção arquibancada, mas não foi possível identificar se atingiu alguém, relatou o árbitro, em súmula.
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