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Números revelam por que Ancelotti não escala Endrick na Seleção

Críticas na França e estatísticas revelam que participação sem bola e contribuição defensiva pesam na disputa por espaço do atacante na Seleção Brasileira.

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Imagem ilustrativa da notícia Números revelam por que Ancelotti não escala Endrick na Seleção camera Estatísticas indicam que a baixa participação defensiva de Endrick pode explicar a cautela de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira. | Rafael Ribeiro/CBF

O futebol moderno exige cada vez mais dos atacantes. Marcar gols continua sendo uma missão essencial, mas pressionar a saída adversária, recompor defensivamente e participar da construção das jogadas também passaram a ser requisitos indispensáveis para conquistar espaço entre os titulares. Nesse cenário, um dos principais talentos do futebol brasileiro ainda busca dar um passo além para se consolidar.

Apesar do enorme potencial ofensivo e da capacidade de decidir partidas, Endrick ainda ocupa um papel secundário no elenco comandado por Carlo Ancelotti. Avaliações recentes feitas tanto na França quanto em torno da Seleção Brasileira indicam que a baixa contribuição defensiva do atacante pode estar entre os fatores que explicam a cautela do treinador italiano.

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CRÍTICAS NO FUTEBOL FRANCÊS

Durante sua passagem pelo Lyon, Endrick recebeu cobranças públicas do técnico Paulo Fonseca. Em abril, após ser expulso na partida contra o Nantes pelo Campeonato Francês, o treinador afirmou que o brasileiro precisava apresentar mais para se tornar uma opção consistente na equipe.

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Segundo Fonseca, o longo período sem atuar antes de chegar ao clube francês acabou prejudicando o desenvolvimento do atacante. Além das declarações do treinador, veículos da imprensa francesa, entre eles o tradicional L'Equipe, também apontaram dificuldades do jogador em exercer maior influência durante as partidas.

ESTATÍSTICAS REFORÇAM A ANÁLISE

Os números divulgados pelos sites especializados FBref e Sofascore ajudam a ilustrar as críticas. Embora Endrick mantenha um bom desempenho ofensivo, seus indicadores defensivos aparecem abaixo do esperado para um atacante inserido em sistemas que exigem pressão constante e intensa participação coletiva.

Em 24 partidas disputadas pelo Lyon na temporada, o brasileiro somou 18 desarmes e apenas quatro interceptações, além de registrar baixa participação em ações de recuperação de posse e disputas defensivas.

COMPARAÇÃO COM RAPHINHA

Os dados ganham ainda mais peso quando comparados aos de Raphinha, concorrente direto por uma vaga na Seleção Brasileira. O atacante do Barcelona contabilizou 30 desarmes e nove interceptações em 33 partidas, desempenho que evidencia sua maior participação sem a bola.

Essa característica faz com que Raphinha seja valorizado por Ancelotti não apenas pela contribuição ofensiva, mas também pela intensidade na pressão sobre os adversários, recomposição defensiva e colaboração na organização tática da equipe.

MATHEUS CUNHA TAMBÉM LEVA VANTAGEM

Outra comparação destacada pelo jornal espanhol *As* envolve Matheus Cunha. Segundo o periódico, o atacante do Manchester United se adapta melhor ao modelo de jogo de Ancelotti por exercer forte pressão sobre os zagueiros adversários, bloquear linhas de passe e contribuir ativamente na construção das jogadas.

Esse conjunto de características proporciona maior equilíbrio tático à equipe, fator considerado importante pelo treinador italiano.

TALENTO SEGUE INCONTESTÁVEL

As avaliações, no entanto, não colocam em dúvida a qualidade técnica de Endrick. O atacante continua sendo visto como um jogador decisivo e de enorme potencial, percepção reforçada pela repercussão causada por sua ausência no empate do Brasil com o Marrocos, no último sábado (13), na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026.

Mesmo assim, em uma era em que os atacantes também precisam atuar como os primeiros defensores do time, a participação limitada de Endrick nas ações sem bola aparece como um dos principais motivos para que Ancelotti mantenha cautela na utilização do jovem, apesar de seu reconhecido poder de decisão no setor ofensivo.

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