Crystal Hefner, ex-modelo e ex-Playmate, revelou novos detalhes sobre os anos em que viveu na mansão da Playboy ao lado de Hugh Hefner. Em entrevista ao podcast “No One Asked Her”, ela afirmou que sofreu o que descreve como uma “lavagem cerebral” e demorou a perceber o controle emocional que, segundo ela, fazia parte da rotina na propriedade.
Na produção, a ex-modelo disse que a imagem pública de Hefner contribuiu para que duvidasse da própria percepção. "Acho que sofri uma lavagem cerebral absoluta, mas não havia nada lá fora que me validasse", afirmou.
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Na época, Crystal afirmou que chegou a defender o empresário mesmo enquanto se sentia isolada. Segundo ela, Hefner a mantinha dentro da mansão, que descreveu como "dilapidada e nojenta", e ela não podia ver a própria família. De acordo com o relato da ex-modelo, a propriedade contava com cerca de 70 funcionários, o que contribuía para a sensação de vigilância constante e para a manutenção das regras impostas no dia a dia.
Entre os mecanismos de controle citados por Crystal estavam os horários rígidos. Ela afirmou que a tradicional noite de cinema da mansão, marcada para as 18h, funcionava na prática como um toque de recolher.
"Ok, essa é a hora do meu toque de recolher e do meu controle", disse, ao explicar como compromissos aparentemente comuns determinavam a rotina diária dela.
Ainda segundo ela, a influência desse estilo de vida chegou a afetar tarefas simples depois que deixou a propriedade. Crystal contou que só conseguiu sair definitivamente após a morte de Hefner, em 2017. Quando retomou a vida fora da mansão, ela disse que nem sequer sabia ligar os faróis do próprio carro, porque estava acostumada a permanecer em casa antes do anoitecer.
Casamento polêmico
Crystal conheceu Hugh Hefner aos 21 anos e se casou com o fundador da Playboy em 2012, quando ele tinha 86 anos. O relacionamento havia começado antes, com um noivado em 2010 e uma separação pouco antes do casamento previsto para 2011.
Após a morte do empresário, ela relatou ter ficado desorientada e passou cerca de seis semanas isolada em um dos quartos da mansão, sem conseguir permanecer no quarto que dividia com o marido.
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Apesar das críticas feitas atualmente, Crystal já havia falado de forma positiva sobre Hefner logo após a morte dele. À Fox News Digital, afirmou: "Ele me ensinou o amor. Ele me ensinou a bondade. Ele me deu vida", disse ela à Fox News Digital.
Anos depois, as memórias ganharam outro tom no livro “Only Say Good Things: Surviving Playboy and Finding Myself”. Na obra, Crystal classificou a relação como emocionalmente abusiva e descreveu Hefner como alguém que podia ser "charmoso", mas também "cruel".
Entre as exigências relacionadas à aparência mencionadas por Crystal no livro, estavam cobranças sobre peso, roupas, unhas e cabelo, além da exigência de usar peças com o logotipo da Playboy. “Se estivesse crescendo, ele dava um tapinha e mandava eu consertar”, escreveu no livro.
Ainda segundo ela, a dinâmica da relação com Hefner pode ter envolvido até mesmo o que chamou de “síndrome de Estocolmo”, devido ao isolamento e à sensação de viver em uma grande bolha. Após deixar a mansão, ela contou que buscou terapia e passou cinco anos afastada antes de compreender o impacto daquela experiência.
“Acho que, depois de sair da mansão [Playboy] e ficar longe por cinco anos, fiz muita terapia. Percebi que a mansão me afetou mais do que eu pensava. Eu só queria contar a verdade sobre o meu tempo lá e, com esperança, ajudar os outros”, afirmou à Fox News Digital em 2024.
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