A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Neymar Jr. voltou a atrair a atenção do público, desta vez por conta da mudança no visual. O camisa 10 apareceu com um novo corte moicano descolorido, resgatando um estilo que marcou sua imagem durante a Copa do Mundo de 2018.
A transformação rapidamente repercutiu entre torcedores e nas redes sociais, reacendendo comparações com o visual adotado pelo atacante há oito anos, quando também esteve entre os assuntos mais comentados durante o torneio.
Apesar da repercussão em torno do novo visual, o detalhe que mais chamou a atenção dos internautas foi a forma como o penteado foi finalizado. Com os fios projetados para a frente, o corte gerou uma enxurrada de comentários e memes nas redes sociais, onde muitos usuários especularam que o estilo teria sido adotado para disfarçar o recuo capilar e esconder a calvície.
Além das brincadeiras, o assunto trouxe à tona um tema que afeta milhões de homens em todo o mundo: a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície hereditária. O problema está associado principalmente a fatores genéticos e pode se manifestar ainda na juventude, provocando a perda gradual dos fios e o surgimento das chamadas "entradas" na região frontal da cabeça.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), uma parcela significativa dos homens já apresenta sinais de calvície antes dos 30 anos, condição que pode ser influenciada pela herança genética e potencializada por fatores como estresse e hábitos de vida.
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O limite do "disfarce"
Mudar o corte ou a forma de pentear o cabelo é o primeiro recurso utilizado por quem começa a notar o afinamento dos fios, mas especialistas alertam que o disfarce tem limite.
"O uso de franjas mais volumosas ou cortes texturizados para a frente, como o que o Neymar adotou, é uma estratégia cosmética válida e muito comum para harmonizar o rosto e cobrir áreas de rarefação iniciais. No entanto, esconder o problema não o resolve. A calvície é uma condição progressiva. Se o paciente apenas muda o penteado e não trata a raiz do problema, o folículo continua sofrendo o processo de miniaturização até cicatrizar por completo, tornando a perda irreversível." — Regina Carralero, especialista em saúde capilar.
A repercussão em torno do visual de Neymar também reacendeu debates sobre os fatores que podem influenciar a saúde capilar. Em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2026, o atacante enfrenta uma rotina intensa de treinamentos, cobranças e recuperação física, elementos que costumam estar associados a altos níveis de estresse.
Especialistas apontam que fatores como predisposição genética, desgaste físico contínuo e procedimentos químicos frequentes, incluindo descolorações e mudanças constantes de visual, podem contribuir para o enfraquecimento dos fios e tornar mais evidentes áreas de rarefação capilar. Embora não sejam, por si só, a causa da calvície hereditária, esses fatores podem potencializar seus efeitos e acelerar a percepção das falhas no cabelo.
Tratamento precoce vs. transplante capilar
De acordo com a especialista, o momento ideal para procurar ajuda é justamente quando os truques de penteado começam a ser necessários.
Mito do Transplante: Muitos homens acreditam que a única solução para as entradas proeminentes é a cirurgia.
Tratamento Clínico: Quando o diagnóstico é feito precocemente, é possível entrar com protocolos clínicos integrados (terapias regenerativas no couro cabeludo e medicações específicas) para frear a queda, encorpar os fios e estabilizar a linha do cabelo.
Seja para entrar em campo no Mundial ou para enfrentar a rotina corporativa, os cuidados com a saúde capilar vão muito além da estética do dia do jogo. "O cabelo é um termômetro da saúde e da autoestima masculina. O importante é não deixar que o disfarce substitua o tratamento", finaliza a especialista.
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