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MAIS DE 2.300 ANOS

Tesouros e monumentos mais antigos que Jesus são achados na Grécia

Tesouros de ouro e monumentos funerários foram encontrados na antiga de cidade de Rypes, na Grécia.

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Imagem ilustrativa da notícia Tesouros e monumentos mais antigos que Jesus são achados na Grécia camera Rypes foi um importante centro da comunidade da Acaia durante a Antiguidade. | (Ministério da Cultura da Grécia/Reprodução)

Escavações arqueológicas realizadas em um antigo edifício grego na região da Acaia, no Peloponeso, revelaram uma série de objetos de ouro e monumentos funerários com cerca de 2.300 anos. Os achados foram localizados no planalto de Trapeza, área identificada pelos pesquisadores como o local da antiga cidade de Rypes (Rhypes).

As investigações no chamado Edifício Gama começaram em 2024, durante a primeira campanha de escavações no monumento situado a sudeste do terraço onde ficam os templos da região. Rypes foi um importante centro da comunidade da Acaia durante a Antiguidade, segundo o Ministério da Cultura da Grécia.

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Entre os objetos encontrados estão um par de brincos de ouro decorados com cabeças de leão, outro brinco com a representação de Eros alado, anéis de ouro, um colar ornamentado com bustos de leões e moedas associadas a contextos funerários. A riqueza e a sofisticação das peças indicam que os indivíduos sepultados no local ocupavam uma posição de destaque na sociedade.

Estrutura monumental

De acordo com os arqueólogos, os objetos faziam parte de um complexo arquitetônico monumental que apresenta características de um heroon, construção criada para homenagear e cultuar uma pessoa considerada heroica ou de grande importância para determinada comunidade. A identidade do indivíduo homenageado, porém, ainda não foi determinada.

A estrutura estava parcialmente escondida sob restos da superestrutura, formada por grandes blocos de calcário e conglomerado. Após a remoção do material, os pesquisadores identificaram uma construção monumental com uma base de aproximadamente 16,8 metros de comprimento.

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A edificação provavelmente foi construída antes de 300 a.C., período em que elementos da arquitetura coríntia ganhavam maior destaque no mundo grego. Entre os vestígios encontrados estão fragmentos de folhas de acanto semelhantes aos identificados em estruturas arqueológicas do Templo de Apolo em Bassae, também localizado no Peloponeso.

Segundo o relatório arqueológico, o conjunto tem importância especial por representar uma das mais antigas composições arquitetônicas coríntias completas encontradas em associação direta com práticas funerárias na região.

Leões e homenagem aos mortos

As escavações também recuperaram esculturas de leões em posição agachada, produzidas em mármore pentélico, além de fragmentos de uma grande estela funerária que representa um jovem. Pelo menos três esculturas de leões foram identificadas no conjunto, de acordo com o relatório publicado na revista científica Archaeological Reports.

Na arte funerária grega, os leões eram utilizados como símbolos associados à força e à proteção, além de contribuírem para a monumentalização dos túmulos.

Outro achado de destaque foi uma danaca de ouro, pequena moeda colocada junto ao corpo durante o sepultamento. Na tradição grega, acreditava-se que o pagamento seria utilizado pelo morto para atravessar o rio conduzido por Caronte, o barqueiro responsável por levar as almas ao mundo dos mortos.

Antiga cidade de Rypes

O planalto de Trapeza está localizado a cerca de 8 quilômetros a sudoeste de Aigio e é apontado pelos pesquisadores como o local onde ficava Rypes, cidade da Acaia que prosperou durante os primeiros períodos históricos da Grécia.

Segundo o Ministério da Cultura grego, a comunidade também esteve envolvida no processo de colonização grega no Mediterrâneo ocidental. Rypes integrava uma rede de cidades envolvidas em deslocamentos populacionais, comércio e circulação de pessoas e objetos pelo Mediterrâneo.

Fontes antigas ainda relacionam a cidade a Míscelo (Myscellus), personagem que teria fundado Crotona, na Magna Grécia, região correspondente ao sul da atual Itália.

Os novos achados ajudam a ampliar o conhecimento sobre as práticas funerárias, a arquitetura monumental e as relações sociais de comunidades gregas da Antiguidade, além de fornecer novas evidências sobre a importância de Rypes na história da Acaia.

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