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ENTRE 4 PAREDES

Estudo indica posição sexual mais prazerosa para as mulheres; veja qual é!

Estudo revela a posição sexual preferida das mulheres e sua relação com prazer e conexão emocional.

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Imagem ilustrativa da notícia Estudo indica posição sexual mais prazerosa para as mulheres; veja qual é! camera Uma posição clássica durante o sexo ajuda a aumentar o prazer feminino. | (Freepik)

Embora novas tendências e experiências ganhem espaço quando o assunto é sexualidade, uma pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine indica que a posição mais tradicional continua sendo a favorita entre muitas mulheres. Segundo o estudo, a posição conhecida popularmente como "papai e mamãe", em que o casal permanece frente a frente, reúne características que favorecem tanto o prazer físico quanto a conexão emocional durante a relação sexual.

A pesquisa, citada pela revista GQ da Índia, analisou diferentes posições sexuais e seus efeitos sobre o fluxo sanguíneo no clitóris. Os resultados mostraram que a posição tradicional proporciona um estímulo mais eficiente da região, criando condições fisiológicas mais favoráveis para o orgasmo feminino.

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Além dos aspectos físicos, o estudo destaca que a posição permite maior contato visual, proximidade corporal e troca de afeto entre o casal. Esses fatores fortalecem a sensação de intimidade e cumplicidade, elementos considerados importantes para a percepção de prazer durante a relação.

Conexão emocional influencia o prazer

A sexóloga e psicóloga Alessandra Araújo contou ao Correio Brasiliense que um dos maiores equívocos sobre a sexualidade é considerar a posição tradicional como algo monótono.

"Estamos vendo um resgate do que é essencial: a busca por presença. Em um mundo hiperestimulado, o tradicional se torna um refúgio de intimidade", afirma a especialista.

Segundo ela, o cérebro exerce papel fundamental na resposta sexual feminina. O contato visual, os abraços e a proximidade física estimulam a liberação de ocitocina, hormônio associado ao vínculo afetivo, favorecendo o relaxamento necessário para que o corpo responda melhor aos estímulos.

"A preferência pelo tradicional revela que as mulheres buscam vínculo e segurança. Não é apenas sobre o ato físico, mas sobre sentir-se vista, acolhida e conectada ao parceiro", explica.

Menos performance, mais qualidade na relação

Na prática clínica, Alessandra observa que muitos casais acabam criando uma ansiedade em torno da necessidade de experimentar diversas posições, acreditando que a variedade, por si só, melhora a vida sexual.

Segundo ela, trocar constantemente de posição pode interromper o processo de excitação, dificultando que a mulher alcance o nível de estímulo necessário para o orgasmo.

"Dominar a conexão em uma ou duas posições permite explorar melhor nuances de ritmo, pressão e profundidade. O prazer está nos detalhes, e não necessariamente na mudança constante de cenário", destaca.

Estímulo ao clitóris faz diferença

A especialista explica que um dos fatores que tornam a posição tradicional mais eficiente é a pressão exercida pela região pélvica do parceiro sobre o clitóris, aumentando a estimulação durante a relação.

Ela também cita a chamada Técnica de Alinhamento Coital (CAT), uma variação da posição em que o parceiro se posiciona ligeiramente mais acima, priorizando movimentos de balanço em vez de penetrações profundas. Segundo Alessandra, essa adaptação intensifica o atrito constante sobre o clitóris, favorecendo o orgasmo feminino.

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Ajustes simples podem melhorar a experiência

A sexóloga recomenda pequenas adaptações que podem tornar a posição ainda mais confortável e prazerosa:

  • Utilizar um travesseiro firme sob o quadril da mulher para modificar o ângulo da pelve;
  • Priorizar movimentos mais lentos e de pressão contínua, em vez de movimentos rápidos;
  • Manter contato visual, beijos, carícias e diálogo durante a relação;
  • Variar a posição das pernas para alterar a profundidade e a sensação da penetração.

Como alternativa para casais que desejam unir proximidade emocional e contato físico intenso, Alessandra também destaca a posição Lótus, realizada com os parceiros sentados frente a frente.

Para a especialista, a principal conclusão é que o prazer feminino está menos relacionado à quantidade de posições experimentadas e mais à qualidade da conexão estabelecida durante o encontro.

"O 'papai e mamãe' não é o básico; é o clássico por um motivo. Ele une a mecânica do corpo com a biologia da conexão emocional", conclui.

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