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Confira 7 estratégias para sair do superendividamento

Com recorde de famílias endividadas no Brasil em 2026, especialistas reforçam a importância do planejamento financeiro e da reorganização do orçamento

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Imagem ilustrativa da notícia Confira 7 estratégias para sair do superendividamento camera Crédito consignado pode ser uma "armadilha" para quem não consegue planejar o orçamento. | Marcelo Camargo/Ag. Brasil

De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em abril deste ano, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida. Esse é o maior índice de endividamento desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Diante desse cenário, especialistas financeiros alertam para hábitos que podem contribuir para o superendividamento.

Segundo eles, o crédito consignado aparece frequentemente como uma alternativa de acesso ao crédito por oferecer juros mais baixos em comparação ao cartão de crédito e ao cheque especial. No entanto, a facilidade de contratação e o desconto direto em folha de pagamento podem gerar uma falsa sensação de controle financeiro. Com isso, muitas famílias acabam comprometendo uma parcela significativa da renda mensal, o que pode limitar o orçamento e reduzir a capacidade de lidar com imprevistos.

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Ainda segundo os especialistas, sair do superendividamento exige organização, disciplina e mudanças consistentes de comportamento financeiro. Eles destacam que não se trata apenas de cortar gastos de forma pontual, mas de estruturar um plano capaz de reorganizar as finanças e permitir a retomada do equilíbrio econômico.

Confira 7 estratégias para sair do superendividamento:

1. Levantamento completo das dívidas

O primeiro passo é ter uma visão clara da situação financeira. De acordo com os especialistas é fundamental listar todas as dívidas existentes, incluindo valores totais, juros, número de parcelas e credores. Isso envolve empréstimos pessoais, financiamentos, cartão de crédito e qualquer outro compromisso em aberto. Esse mapeamento ajuda a dimensionar o problema e a definir prioridades.

2. Organização de um orçamento mensal detalhado

Com as dívidas identificadas, o próximo passo é entender o fluxo do dinheiro. Isso significa registrar todas as receitas e despesas mensais. O uso de planilhas ou aplicativos financeiros podem ser usados para facilitar esse controle. A ideia é fazer uma análise detalhada que vai permitir identificar gastos que podem ser reduzidos ou eliminados, liberando recursos para o pagamento das dívidas.

3. Renegociação com instituições financeiras

Com o orçamento em mãos, é recomendável procurar bancos e credores para renegociar as condições de pagamento. A proposta deve ser compatível com a realidade financeira atual. No caso do crédito consignado, uma alternativa pode ser a portabilidade para outra instituição com taxas menores ou o refinanciamento da dívida existente, buscando melhores condições.

4. Prioridade para dívidas com juros mais altos

Segundo os especilaitas, nem todas as dívidas têm o mesmo impacto no orçamento. As que possuem juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial, tendem a crescer rapidamente. Por isso, a recomendação é concentrar esforços para quitá-las primeiro, evitando que se tornem uma "bola de neve" financeira.

5. Geração de renda extra

Aumentar a renda mensal pode acelerar a saída do endividamento. Entre as alternativas estão a venda de bens que não são mais utilizados, a prestação de serviços como freelancer ou atividades complementares em horários livres. Esse reforço financeiro pode ser direcionado integralmente ao pagamento das dívidas.

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6. Formação de uma reserva de emergência

Mesmo em situação de dívida, especialistas recomendam a criação de uma reserva mínima de emergência. Esse valor funciona como proteção contra imprevistos, como despesas médicas ou consertos urgentes, evitando a necessidade de recorrer a novos empréstimos e piorar a situação financeira.

7. Mudança de hábitos de consumo

De acordo com os especialistas, a reorganização financeira precisa vir acompanhada de mudança de comportamento. Antes de qualquer compra, é importante avaliar a real necessidade do gasto, evitar compras por impulso e diferenciar desejos de necessidades. Esse controle ajuda a manter a estabilidade financeira no longo prazo.

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