De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em abril deste ano, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida. Esse é o maior índice de endividamento desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Diante desse cenário, especialistas financeiros alertam para hábitos que podem contribuir para o superendividamento.
Segundo eles, o crédito consignado aparece frequentemente como uma alternativa de acesso ao crédito por oferecer juros mais baixos em comparação ao cartão de crédito e ao cheque especial. No entanto, a facilidade de contratação e o desconto direto em folha de pagamento podem gerar uma falsa sensação de controle financeiro. Com isso, muitas famílias acabam comprometendo uma parcela significativa da renda mensal, o que pode limitar o orçamento e reduzir a capacidade de lidar com imprevistos.
Conteúdos relacionados:
- Beneficiários do Bolsa Família podem receber mais R$ 1.621
- Governo inicia pagamento do Bolsa Família de junho. Veja o calendário!
- PIS/PASEP: como consultar o saldo e sacar o abono salarial
Ainda segundo os especialistas, sair do superendividamento exige organização, disciplina e mudanças consistentes de comportamento financeiro. Eles destacam que não se trata apenas de cortar gastos de forma pontual, mas de estruturar um plano capaz de reorganizar as finanças e permitir a retomada do equilíbrio econômico.
Confira 7 estratégias para sair do superendividamento:
1. Levantamento completo das dívidas
O primeiro passo é ter uma visão clara da situação financeira. De acordo com os especialistas é fundamental listar todas as dívidas existentes, incluindo valores totais, juros, número de parcelas e credores. Isso envolve empréstimos pessoais, financiamentos, cartão de crédito e qualquer outro compromisso em aberto. Esse mapeamento ajuda a dimensionar o problema e a definir prioridades.
2. Organização de um orçamento mensal detalhado
Com as dívidas identificadas, o próximo passo é entender o fluxo do dinheiro. Isso significa registrar todas as receitas e despesas mensais. O uso de planilhas ou aplicativos financeiros podem ser usados para facilitar esse controle. A ideia é fazer uma análise detalhada que vai permitir identificar gastos que podem ser reduzidos ou eliminados, liberando recursos para o pagamento das dívidas.
3. Renegociação com instituições financeiras
Com o orçamento em mãos, é recomendável procurar bancos e credores para renegociar as condições de pagamento. A proposta deve ser compatível com a realidade financeira atual. No caso do crédito consignado, uma alternativa pode ser a portabilidade para outra instituição com taxas menores ou o refinanciamento da dívida existente, buscando melhores condições.
4. Prioridade para dívidas com juros mais altos
Segundo os especilaitas, nem todas as dívidas têm o mesmo impacto no orçamento. As que possuem juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial, tendem a crescer rapidamente. Por isso, a recomendação é concentrar esforços para quitá-las primeiro, evitando que se tornem uma "bola de neve" financeira.
5. Geração de renda extra
Aumentar a renda mensal pode acelerar a saída do endividamento. Entre as alternativas estão a venda de bens que não são mais utilizados, a prestação de serviços como freelancer ou atividades complementares em horários livres. Esse reforço financeiro pode ser direcionado integralmente ao pagamento das dívidas.
Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
6. Formação de uma reserva de emergência
Mesmo em situação de dívida, especialistas recomendam a criação de uma reserva mínima de emergência. Esse valor funciona como proteção contra imprevistos, como despesas médicas ou consertos urgentes, evitando a necessidade de recorrer a novos empréstimos e piorar a situação financeira.
7. Mudança de hábitos de consumo
De acordo com os especialistas, a reorganização financeira precisa vir acompanhada de mudança de comportamento. Antes de qualquer compra, é importante avaliar a real necessidade do gasto, evitar compras por impulso e diferenciar desejos de necessidades. Esse controle ajuda a manter a estabilidade financeira no longo prazo.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar