plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home
FIQUE ATENTO AOS SINAIS

Disbiose intestinal: o que é, sintomas, causas e como tratar

Condição envolve alterações na microbiota intestinal e pode causar desconfortos digestivos; diagnóstico exige avaliação profissional.

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Disbiose intestinal: o que é, sintomas, causas e como tratar camera Descubra sintomas, causas e formas de tratar a disbiose intestinal. Aprenda a cuidar da microbiota com orientações especializadas. | katemangostar/Magnific

A disbiose intestinal é um desequilíbrio na composição ou no funcionamento da microbiota intestinal, conjunto de microrganismos que vivem no sistema digestivo e desempenham funções importantes para a saúde. O quadro pode estar relacionado a alterações na digestão, na imunidade e no metabolismo, mas seus sinais não são exclusivos dessa condição.

O termo ganhou popularidade nas redes sociais e passou a ser usado para explicar sintomas variados, como inchaço abdominal, cansaço e alterações de humor. No entanto, apresentar esses sinais não significa necessariamente ter disbiose. A identificação do problema exige avaliação profissional, já que diferentes condições podem provocar manifestações semelhantes.

CONTEÚDOS RELACIONADOS

Entre os fatores que podem influenciar a microbiota estão a alimentação, o uso de determinados medicamentos, o estresse e a qualidade do sono. Por isso, a abordagem deve considerar os hábitos de vida e o histórico de saúde de cada pessoa, evitando autodiagnósticos e tratamentos sem orientação.

Quais são os sintomas da disbiose intestinal?

As alterações na microbiota podem estar associadas a diferentes manifestações, principalmente digestivas.

Entre os sinais que merecem atenção estão:

  • Inchaço abdominal e gases: sensação frequente de barriga estufada e produção excessiva de gases.
  • Alterações intestinais: episódios de diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois.
  • Desconforto após as refeições: sensação de digestão difícil ou de estômago pesado.
  • Cansaço persistente: fadiga que pode ter diversas causas e precisa ser investigada quando frequente.
  • Alterações na pele: problemas como acne podem ter múltiplos fatores envolvidos, e uma relação direta com a disbiose não deve ser presumida.
  • Mudanças de humor: irritabilidade e ansiedade podem estar relacionadas a diversos aspectos da saúde, incluindo a comunicação entre intestino e cérebro, mas não confirmam o diagnóstico.

Sintomas ocasionais, como gases depois de uma refeição ou desconforto após uma noite mal dormida, não são suficientes para indicar disbiose. O que merece atenção é a persistência dos sinais, especialmente quando interferem na rotina.

O que pode causar disbiose?

A disbiose pode estar associada a diferentes fatores, e nem sempre é possível apontar uma única causa.

Entre os aspectos que podem alterar a composição e o funcionamento da microbiota intestinal estão:

  • Alimentação desequilibrada: dietas com pouca variedade de alimentos vegetais e baixo consumo de fibras podem prejudicar a diversidade dos microrganismos intestinais. O consumo frequente de ultraprocessados também pode contribuir para padrões alimentares pouco saudáveis.
  • Uso de antibióticos: esses medicamentos são importantes no tratamento de infecções bacterianas, mas também podem afetar bactérias benéficas da microbiota. O uso deve seguir a indicação e a orientação de um profissional de saúde.
  • Estresse prolongado: períodos de estresse podem influenciar o funcionamento do sistema digestivo e a comunicação entre o intestino e o cérebro.
  • Sono inadequado: dormir pouco ou manter horários irregulares pode afetar diferentes processos fisiológicos, inclusive aqueles relacionados à saúde intestinal.
  • Consumo de álcool e tabagismo: esses hábitos podem prejudicar a saúde de diferentes maneiras e também influenciar o ambiente intestinal.
  • Doenças digestivas: condições como doenças inflamatórias intestinais podem estar associadas a alterações na microbiota. Nesses casos, é importante investigar e tratar a doença de base.

Como é feito o diagnóstico?

Não existe um único exame que, isoladamente, confirme de forma definitiva a disbiose em todas as situações. A avaliação depende do histórico clínico, dos sintomas, da duração do quadro e de outros fatores relacionados à saúde do paciente.

Durante a consulta, o profissional pode investigar hábitos alimentares, uso de medicamentos, frequência das evacuações e possíveis doenças associadas. Conforme os sinais apresentados, também podem ser solicitados exames para investigar outras causas dos sintomas.

Quer ler mais notícias de saúde? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!

Testes comerciais de microbiota intestinal podem fornecer informações sobre a composição dos microrganismos presentes nas fezes, mas seus resultados têm limitações e nem sempre permitem estabelecer um diagnóstico ou definir um tratamento específico.

Por isso, não é recomendado interpretar resultados isolados ou conteúdos divulgados nas redes sociais como confirmação de disbiose. A automedicação e a retirada de grupos alimentares sem acompanhamento podem provocar gastos desnecessários e prejudicar a alimentação.

Como tratar a disbiose intestinal?

O tratamento depende dos sintomas, das possíveis causas e das condições de saúde identificadas na avaliação. Em muitos casos, a adoção de hábitos saudáveis contribui para o funcionamento intestinal e para a manutenção de uma microbiota diversificada.

Entre as medidas que podem ajudar estão:

  • Aumentar o consumo de fibras: frutas, verduras, legumes, feijão, aveia e grãos integrais fornecem fibras que favorecem o funcionamento intestinal e servem de substrato para determinados microrganismos.
  • Incluir alimentos prebióticos: itens como alho, cebola, aveia e banana menos madura contêm componentes que podem ser utilizados por microrganismos intestinais. A introdução deve respeitar a tolerância individual, sobretudo em pessoas que apresentam muitos gases ou distensão abdominal.
  • Consumir alimentos fermentados, se houver tolerância: iogurte natural e kefir são exemplos de alimentos que podem conter microrganismos vivos. A composição varia entre os produtos, e nem todos têm os mesmos efeitos. Kombucha e outros fermentados também não devem ser considerados tratamentos universais.
  • Reduzir o consumo de ultraprocessados: priorizar alimentos variados e minimamente processados pode contribuir para uma alimentação mais equilibrada.
  • Praticar atividade física: a movimentação regular favorece a saúde geral e pode contribuir para o funcionamento intestinal.
  • Cuidar do sono e do estresse: manter horários regulares de descanso e buscar estratégias para lidar com o estresse pode beneficiar a saúde digestiva.
  • Evitar medicamentos e suplementos sem indicação: antibióticos, probióticos e outros produtos não devem ser usados indiscriminadamente. A escolha depende do quadro clínico, e os benefícios dos probióticos variam conforme a cepa e a condição tratada.

Não existe um alimento, suplemento ou protocolo único capaz de resolver todos os casos de disbiose. O tratamento deve ser individualizado e, quando necessário, direcionado à causa dos sintomas.

Quando procurar um médico?

É recomendável buscar avaliação profissional quando alterações intestinais persistirem por semanas, se repetirem com frequência ou começarem a prejudicar atividades cotidianas.

Alguns sinais exigem atenção especial, como:

  • Sangue nas fezes;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Febre associada aos sintomas digestivos;
  • Dor abdominal intensa ou progressiva;
  • Diarreia persistente ou sinais de desidratação.

Nessas situações, não se deve presumir que a causa seja disbiose. O profissional poderá investigar outras condições, como síndrome do intestino irritável, intolerâncias alimentares, infecções e doenças inflamatórias intestinais.

Disbiose é mito ou verdade?

A disbiose é um conceito reconhecido na pesquisa científica sobre a microbiota, mas isso não significa que todos os sintomas digestivos sejam consequência desse desequilíbrio ou que exista um tratamento padronizado para qualquer pessoa.

A microbiota intestinal participa de processos importantes para o organismo, e sua composição pode ser influenciada por alimentação, medicamentos e outros fatores. Entretanto, a interpretação dessas alterações depende do contexto clínico.

O principal cuidado é evitar conclusões precipitadas com base em sintomas inespecíficos ou em testes sem indicação. Uma alimentação variada, o uso responsável de medicamentos e a avaliação profissional diante de sintomas persistentes são medidas mais seguras para cuidar da saúde intestinal.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Te Cuida

    Leia mais notícias de Te Cuida. Clique aqui!