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Outubro Rosa: diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta chances de cura

Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Pará, Dra. Camila Loureiro, explica a importância da mamografia e os principais sinais de alerta.

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Imagem ilustrativa da notícia Outubro Rosa: diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta chances de cura camera Outubro Rosa alerta para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. A mastologista Dra. Camila Loureiro orienta sobre mamografia, sinais de alerta e prevenção ao longo do ano. | ( Reprodução/ Depositphotos )

O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, uma doença que afeta milhares de mulheres todos os anos no Brasil. Em entrevista ao DOL, a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Pará, Dra. Camila Loureiro, explicou a importância da mamografia, os principais sinais de alerta e os hábitos que contribuem para a saúde das mamas durante todo o ano.

A campanha, reconhecida internacionalmente, busca ampliar o acesso à informação, incentivar o autocuidado e mobilizar a sociedade em torno da prevenção e do tratamento. Embora o movimento ganhe visibilidade em outubro, os cuidados devem fazer parte da rotina das mulheres em todas as fases da vida.

Mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce

De acordo com a Dra. Camila Loureiro, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografia anualmente, mesmo na ausência de sintomas. O exame é considerado o principal método de rastreamento do câncer de mama, pois pode identificar alterações muito pequenas, ainda imperceptíveis ao toque.

“A mamografia é o exame mais eficaz para rastreamento do câncer de mama. Ou seja, é um exame que deve ser feito sem que a mulher tenha nenhum sintoma”, explica a especialista.

A médica ressalta que mulheres com histórico familiar da doença podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo, conforme avaliação individualizada. A indicação de exames complementares, como a ultrassonografia das mamas, também pode variar de acordo com a idade, a densidade mamária e outros fatores clínicos.

A presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Pará, Dra. Camila Loureiro
📷 A presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Pará, Dra. Camila Loureiro |( Reprodução/ arquivo pessoal)

Quais sinais podem indicar câncer de mama?

O surgimento de um nódulo na mama ou na axila é uma das manifestações mais conhecidas do câncer de mama, mas não é o único sinal de alerta. Alterações na pele, vermelhidão, retração da mama ou do mamilo, secreção mamilar e mudanças na textura da pele, que pode adquirir aparência semelhante à casca de laranja, também precisam ser investigadas.

A orientação da mastologista é procurar atendimento médico ao perceber qualquer alteração incomum. Embora esses sinais não indiquem necessariamente câncer, a avaliação profissional é importante para esclarecer a causa e, quando necessário, iniciar o tratamento adequado.

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Mulheres jovens também devem estar atentas. Mesmo que a mamografia não faça parte da rotina de rastreamento nessa faixa etária, alterações suspeitas precisam ser avaliadas por um profissional de saúde.

“Mesmo que seja jovem, que ainda não tenha na sua rotina a consulta com o mastologista, deve conversar sobre isso com o ginecologista. Fora isso, é importante que a mulher conheça e observe o próprio corpo”, orienta Camila.

Como fazer a palpação das mamas e quando procurar atendimento?

Além de conhecer os principais sinais de alerta, é importante saber como observar as mamas e identificar mudanças que precisam de avaliação médica. Mas como fazer a palpação em casa? Quais alterações merecem atenção além dos nódulos? E qual serviço de saúde procurar diante de uma suspeita?

A Dra. Camila Loureiro responde às três perguntas e orienta as mulheres sobre a importância de reconhecer alterações e buscar atendimento médico.

Assista ao vídeo e confira as orientações da especialista

Idade, genética e hábitos de vida influenciam os riscos

A idade é um dos principais fatores associados ao câncer de mama, cuja incidência é maior entre mulheres acima dos 50 anos. Entretanto, a doença também pode atingir pacientes mais jovens.

Segundo a especialista, a herança genética responde por até 10% dos casos. Outros fatores, incluindo aspectos hormonais e endócrinos, também estão relacionados ao desenvolvimento da doença.

Entre os fatores modificáveis, a médica destaca obesidade, sedentarismo e consumo de bebidas alcoólicas. Por isso, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e controlar o peso são medidas importantes para reduzir o risco.

A adoção de hábitos saudáveis não elimina completamente a possibilidade de desenvolver câncer de mama, mas contribui para a prevenção e para a promoção da saúde em geral.

Diagnóstico precoce amplia as chances de cura

Identificar o câncer de mama nas fases iniciais aumenta significativamente as possibilidades de sucesso do tratamento. Segundo Camila Loureiro, em muitos casos diagnosticados precocemente, as chances de cura podem ultrapassar 90%, dependendo das características biológicas do tumor e do tratamento adotado.

Quando a doença é identificada em estágio avançado, o tratamento pode ser mais complexo, com possibilidade de cirurgias mais extensas e maior risco de disseminação para outros órgãos, condição conhecida como metástase.

Nesses casos, o objetivo do tratamento geralmente é controlar a doença pelo maior tempo possível, preservar a qualidade de vida e reduzir os sintomas. A mastologista observa, porém, que avanços recentes na área de medicamentos têm ampliado as possibilidades terapêuticas para pacientes com câncer de mama metastático.

Embora ainda não seja possível falar em cura para todos esses casos, determinados tratamentos modernos podem proporcionar períodos prolongados sem doença detectável nos exames, dependendo do subtipo do tumor e da resposta individual.

Outubro Rosa incentiva cuidados durante todo o ano

Para a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Pará, a campanha tem papel importante na disseminação de informações e na redução do medo que ainda impede algumas mulheres de procurar atendimento médico.

“O Outubro Rosa salvou, salva e salvará inúmeras vidas. Falar sobre a doença, sobre as medidas de prevenção e de detecção precoce do câncer de mama proporciona à população não somente esclarecimento acerca da doença como também a respeito da vida após o diagnóstico”, afirma.

A médica reforça que a atenção à saúde das mamas não deve ficar restrita ao mês de outubro. Consultas regulares, exames indicados para cada perfil, alimentação equilibrada, atividade física e controle do peso são medidas que precisam ser mantidas ao longo do ano.

Segundo os números citados pela especialista, o câncer de mama representa um importante desafio de saúde pública no Brasil, com milhares de novos casos e mortes anualmente. Ampliar a informação e facilitar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento são medidas essenciais para mudar esse cenário.

Mulheres jovens também precisam conhecer os sinais

Embora o rastreamento por mamografia seja recomendado a partir dos 40 anos pela Sociedade Brasileira de Mastologia, mulheres entre 20 e 30 anos também podem desenvolver a doença.

Nessa faixa etária, conhecer o histórico familiar é especialmente importante. Mulheres com parentes que tiveram câncer devem compartilhar essa informação com o ginecologista ou outro profissional de saúde, que poderá avaliar a necessidade de acompanhamento específico.

Além disso, é fundamental observar mudanças nas mamas e procurar atendimento diante de qualquer alteração persistente ou suspeita. A investigação precoce permite esclarecer o quadro e iniciar o tratamento rapidamente, se houver confirmação da doença.

A especialista destaca que a ocorrência de casos em mulheres mais jovens reforça a importância da atenção à saúde em todas as idades. Embora mudanças no estilo de vida moderno sejam consideradas uma possível influência nesse cenário, ela ressalta que essa relação ainda não está comprovada.

A mensagem central do Outubro Rosa, portanto, vai além da realização de exames: informação, acompanhamento médico e atenção contínua à própria saúde são fundamentais para ampliar as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento adequado.

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