A queda de cabelo pode se intensificar por diferentes motivos, e alguns hábitos cotidianos contribuem para o enfraquecimento e a quebra dos fios. Ignorar os primeiros sinais, utilizar produtos inadequados, manter uma alimentação desequilibrada, exagerar em procedimentos químicos e recorrer a tratamentos sem orientação profissional estão entre os cinco erros que merecem atenção. Segundo o cirurgião plástico e especialista em transplante capilar Dr. Cleber Stuque, identificar a causa do problema é fundamental para definir os cuidados mais adequados e evitar que determinadas condições avancem sem acompanhamento.
Encontrar fios no travesseiro, perceber um aumento da quantidade de cabelo no ralo do banheiro ou notar o couro cabeludo mais aparente são situações que podem despertar preocupação. Apesar disso, muitas pessoas adiam a procura por ajuda até que o afinamento dos fios ou as falhas se tornem mais evidentes.
Embora a genética seja um fator importante em alguns tipos de calvície, a queda capilar também pode estar relacionada a outras condições. Por isso, observar as mudanças e investigar suas possíveis causas é essencial.
CONFIRA
1. Ignorar os primeiros sinais de queda de cabelo
Um dos erros mais comuns é acreditar que toda queda é normal e que o problema desaparecerá sozinho. O aumento persistente da quantidade de fios perdidos, a redução do volume e o afinamento capilar podem indicar a necessidade de avaliação especializada.
“Muitas pessoas começam a perceber que o cabelo está caindo mais, que os fios estão mais finos ou que o couro cabeludo está ficando mais aparente, mas acabam adiando a procura por um especialista. Quanto antes identificamos o problema, melhores são as possibilidades de definir a conduta adequada para cada caso”, afirma o Dr. Cleber Stuque.

O especialista ressalta que não é necessário esperar o surgimento de falhas evidentes para procurar ajuda.
“Não é recomendado esperar que uma falha fique muito evidente para procurar ajuda. O ideal é observar as mudanças e buscar uma avaliação quando a pessoa percebe que existe uma alteração persistente no padrão do cabelo”, explica.
A queda capilar pode ter diferentes origens, e a avaliação individualizada ajuda a identificar o que está provocando a alteração antes de iniciar qualquer tratamento.
2. Usar produtos inadequados ou em excesso
A escolha de produtos para os cabelos também exige atenção. Fórmulas inadequadas ou o uso excessivo de determinados cosméticos podem provocar irritações e agravar problemas no couro cabeludo.
Quer ler mais notícias de saúde? Acesse o canal do DOL no WhatsApp!
Coceira, descamação e vermelhidão são sinais que não devem ser ignorados. Em vez de tentar disfarçar o desconforto com outros produtos, o ideal é investigar sua origem.
“O couro cabeludo é a base para o crescimento saudável dos fios. Quando existe alguma alteração, é importante entender o que está acontecendo e não simplesmente tentar esconder o problema com mais produtos”, alerta o Dr. Cleber Stuque.
3. Manter uma alimentação desequilibrada
A saúde capilar também está relacionada às condições gerais do organismo. Uma alimentação inadequada e a deficiência de nutrientes importantes podem contribuir para o enfraquecimento dos fios em determinadas situações.
Por isso, os cuidados com o cabelo não devem se limitar a xampus, condicionadores e tratamentos externos. A rotina alimentar, o histórico de saúde e outros fatores precisam ser considerados na investigação.
“Uma rotina alimentar desequilibrada e a ausência de nutrientes importantes podem contribuir para o enfraquecimento capilar. O cabelo não deve ser analisado de forma isolada. É preciso olhar para o paciente como um todo, entender sua rotina e investigar possíveis fatores que possam estar interferindo na saúde capilar”, afirma o especialista.
4. Exagerar em procedimentos químicos e fontes de calor
Alisamentos, descolorações e outros procedimentos químicos podem comprometer a estrutura dos fios, especialmente quando realizados com frequência ou sem os cuidados necessários. O uso constante de secador e chapinha em temperaturas elevadas também pode aumentar os danos, favorecendo a fragilidade e a quebra.
O especialista chama atenção para uma diferença importante: a queda capilar e a quebra dos fios não são a mesma coisa, embora ambas possam reduzir o volume e deixar o cabelo com aparência mais fina.
“É importante diferenciar a queda de cabelo da quebra dos fios. São situações diferentes, mas ambas podem causar redução de volume e deixar o cabelo com uma aparência mais fina e fragilizada”, explica o Dr. Cleber Stuque.
Adotar cuidados adequados durante os procedimentos e evitar excessos pode ajudar a preservar a integridade dos fios.
5. Recorrer à automedicação e a tratamentos sem orientação
Na tentativa de recuperar o volume capilar rapidamente, algumas pessoas recorrem a medicamentos e produtos recomendados por amigos, influenciadores ou publicações nas redes sociais. Essa prática pode atrasar a identificação da causa real do problema e levar a escolhas inadequadas.
Segundo o especialista, não existe uma solução universal para todos os casos de queda capilar. O tratamento deve considerar as características e as necessidades de cada paciente.
“Não existe um tratamento único que funcione para todos. Antes de pensar em qualquer solução, é preciso identificar a causa da queda. Cada paciente tem uma história, características e necessidades diferentes”, destaca.
A orientação profissional permite investigar os fatores envolvidos e avaliar quais medidas são apropriadas para cada situação.
Quando procurar ajuda para a queda de cabelo?
O principal sinal de alerta é a mudança persistente no padrão habitual dos fios. Aumento da queda, afinamento progressivo, redução do volume e surgimento de falhas merecem atenção, principalmente quando não melhoram com o tempo.
Para o Dr. Cleber Stuque, buscar orientação especializada é mais seguro do que tentar solucionar o problema por conta própria.
“A queda de cabelo merece atenção quando a pessoa percebe uma mudança no seu padrão habitual. Procurar orientação e investigar a causa é sempre mais seguro do que tentar resolver o problema sozinho”, conclui.
A avaliação individualizada é o primeiro passo para compreender a origem da queda e definir a abordagem mais adequada. Quanto mais cedo as alterações persistentes forem investigadas, maiores serão as possibilidades de estabelecer um plano de cuidados compatível com as necessidades de cada pessoa.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar